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22/04/2009 - 16h57

Hillary afirma que não vê sinais de Cuba para iniciar diálogo

ANSA
WASHINGTON, 22 ABR (ANSA) - A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, disse hoje que seu país está pronto para dialogar com Cuba, mas reiterou que não vê "nenhum sinal" vindo de Havana para que isto ocorra.

"Estamos dispostos a dialogar, mas ainda não sabemos se os cubanos também estão", indicou a ex-primeira-dama, que pela primeira vez como secretária de Estado participou, em Washington, de uma audiência da Comissão de Relações Exteriores do Congresso norte-americano.

"Por enquanto, realmente não vemos nenhum movimento nessa direção, mas como disse o presidente dos Estados Unidos [Barack Obama], estamos abertos ao diálogo", complementou.

Hillary revelou que ainda "analisa" as afirmações do presidente cubano, Raúl Castro, que na semana passada declarou estar disposto a debater "tudo" com a Casa Branca, incluindo temas relacionados a direitos humanos e liberdade de expressão.

A secretária de Estado advertiu, porém, que o governo norte-americano quer saber "quando e em quais condições [os cubanos] querem ter essa conversa". Além disso, pediu ao governo de Havana uma "mudança de atitude", para que deixem "de culpar os Estados Unidos por todos os seus problemas internos". Ela ressaltou ainda que o regime dos irmãos Castro, que governa Cuba há 50 anos, está chegando ao fim, e que os Estados Unidos devem estar preparados para este momento. "Este regime vai terminar em algum momento, e temos de estar prontos", enfatizou.

Sobre o embargo imposto por Washington à ilha caribenha desde 1962, Hillary afirmou que a Casa Branca respeitaria uma eventual decisão do Congresso de suspendê-lo.

Há uma semana, o presidente Obama anunciou o fim das restrições a viagens e envios de remessas de cubanos que vivem nos Estados Unidos e têm familiares em seu país. Na sexta-feira, já durante a Cúpula das Américas, em Trinidad e Tobago, ele prometeu "um novo começo" no diálogo com Havana.

Em um artigo publicado hoje, o ex-presidente de Cuba Fidel Castro condicionou a libertação de presos políticos à soltura de cinco agentes cubanos detidos nos Estados Unidos sob a acusação de espionagem.

No texto, o líder também afirmou que o governo norte-americano "interpretou mal" as palavras de seu irmão mais novo, Raúl Castro. Segundo ele, ao falar que estava disposto a discutir "tudo" com a Casa Branca, Raúl quis dizer apenas que não temia abordar qualquer tipo de assunto.

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