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27/04/2009 - 08h35

Equador-Eleições: Chávez, Morales e Lugo cumprimentam Correa por reeleição

ANSA
QUITO E CARACAS, 27 ABR (ANSA) - Os presidentes de Venezuela, Bolívia e Paraguai, Hugo Chávez, Evo Morales e Fernando Lugo, respectivamente, celebraram a vitória do mandatário equatoriano, Rafael Correa, nas eleições gerais realizadas ontem.

Chávez telefonou para Correa logo após a divulgação dos primeiros dados do Conselho Nacional Eleitoral (CNE). Com 16,16% de apuração das urnas, Correa apresenta 50,21% dos votos. Para se reeleger no primeiro turno, ele precisava de 40% dos votos válidos, com 10% de vantagem em relação ao segundo colocado.

Seus principais adversários, o ex-presidente Lucio Gutiérrez e o empresário Álvaro Noboa, obtiveram 30,41% e 11,34% dos votos.

Segundo comunicado do Ministério das Relações Exteriores venezuelano, Chávez conversou com Correa "assim que soube da contundente e histórica vitória das forças patrióticas que constroem a Revolução Cidadã no Equador".

Conforme divulgou a Agência Bolivariana de Notícias (ABN), o mandatário da Venezuela ressaltou "a importância do processo popular constituinte que permitiu que o Equador vivencie uma etapa de refundação democrática pela via pacífica, sobre a base de uma nova Constituição, escrita e aprovada pelos equatorianos".

Dos três mandatários latino-americanos, Chávez foi a único que conseguir falar com Correa após a divulgação dos primeiros resultados. Segundo o jornal paraguaio ABC Color, Lugo e Morales também tentaram, mas não foram atendidos porque o equatoriano estava ocupado atendendo a jornalistas.

Morales, que se dirigia à Argentina, fez uma escala na capital paraguaia para reabastecer a seu avião. Sua estadia no país, de cerca de 30 minutos, coincidiu com a mensagem do presidente reeleito no Equador.

Junto a Lugo, o líder boliviano celebrou a vitória de Correa, ratificado para um novo mandato de quatro anos.

Nas eleições do último domingo, além de presidente, os cerca de 10,5 milhões de equatorianos habilitados para o pleito elegeram também membros da Assembleia Nacional, governadores, prefeitos e vereadores.

Em suas primeiras declarações, após o encerramento do turno e da divulgação dos primeiros dados das pesquisas de boca-de-urna, Correa afirmou que o país deu um passo "histórico" para consolidar seu processo político.

Eleito para seu primeiro mandato em 2006, Correa, de 46 anos, concluiria sua gestão em 2011, mas a nova Constituição do país, aprovada em setembro de 2008 em um referendo, convocou as novas eleições.

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