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27/04/2009 - 17h30

Peru concede asilo a prefeito venezuelano da oposição

ANSA
LIMA, 27 ABR (ANSA) - O Peru decidiu conceder asilo ao prefeito de Maracaibo, Manuel Rosales, acusado na Venezuela de enriquecimento ilícito, informou hoje o chanceler peruano, José Antonio García Belaúnde.

"O governo peruano, fiel a uma tradição histórica de compromisso com o direito internacional, decidiu outorgar asilo ao cidadão venezuelano Manuel Rosales", afirmou o ministro.

Belaúnde explicou que o benefício foi concedido por tempo indeterminado e assegurou que as relações entre os dois países não serão afetadas pela decisão.

"É apenas mais um caso de asilo, não há motivos para alterar uma relação entre dois países irmãos, entre dois povos e dois governos amigos", enfatizou. O chanceler lembrou que dois outros cidadãos venezuelanos já receberam asilo no Peru.

Pouco antes do anúncio, o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro, disse que esperava que o Peru "capturasse e devolvesse" Rosales a seu país, colaborando assim com a "luta contra a corrupção".

Ele afirmou que o governo peruano tem em seu poder provas dos crimes cometidos pelo prefeito. "A pedido do escritório da Interpol no Peru, entregamos os documentos para que fosse efetivado o alerta internacional emitido contra Rosales", explicou.

"Além disso, entregamos também à chancelaria desta nação [Peru] os documentos que comprovam a culpa do fugitivo", complementou.

Rosales, que é uma das principais figuras da oposição venezuelana, desembarcou no Peru como turista e pediu asilo na última terça-feira, alegando ser vítima de uma perseguição política orquestrada pelo presidente Hugo Chávez.

Em seu país, ele responde a processo por enriquecimento ilícito por não haver comprovado a origem de US$ 68 mil incluídos em sua declaração de patrimônio relativa ao período entre 2002 e 2004, quando era governador do departamento (estado) de Zulia, rico em petróleo.

Na semana passada, a Justiça venezuelana emitiu uma ordem de prisão contra Rosales. Como o político está em outro país, a Interpol também pediu sua captura.

Em Caracas, o Comitê de Relações Exteriores do Legislativo prometeu enviar a Lima uma moção para pedir a extradição do prefeito.

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