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06/05/2009 - 16h29

Colômbia: Uribe evita falar sobre escândalo de escutas telefônicas

ANSA
BOGOTÁ, 6 MAI (ANSA) - O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, não atendeu ao pedido da Justiça e evitou comentar o escândalo de uma suposta operação de grampos telefônicos feito pelo Departamento Administrativo de Segurança (DAS, serviço secreto) para espionar magistrados.

Em um breve comunicado divulgado hoje, em tom evasivo, o presidente apenas garantiu que suas relações com o Judiciário não serão afetadas pelo episódio.

"O governo continuará desta forma, em diálogo presencial sincero, aberto, construtivo, em busca da melhor relação institucional com todos os tribunais para o bem da democracia colombiana", diz o texto.

Os juízes colombianos haviam pedido ontem um "pronunciamento direto sobre o grave assunto, com indicação das medidas tomadas como garantias de que não se repetirão a falta de respeito, os ataques e vexames contra os juízes do poder público e, particularmente, contra o Supremo Tribunal de Justiça".

O pedido foi feito pelos presidentes do Supremo Tribunal, da Corte Constitucional, do Conselho de Estado, do Conselho Superior da Judicatura e da Procuradoria Geral.

O escândalo dos grampos telefônicos contra juízes, jornalistas e políticos realizados pelo DAS veio à tona em fevereiro, revelado pela revista Semana.

O caso gerou grande repercussão, já que o órgão age sob ordens diretas da presidência. Depois do ocorrido, Uribe ordenou que a partir de então o DAS só poderia realizar escutas com autorização polícia.

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