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01/06/2009 - 13h59

Chancelaria italiana diz que havia dez cidadãos do país a bordo de avião desaparecido

ANSA
PARIS e ROMA, 1 JUN (ANSA) - O chefe da Unidade de Crise da Farnesina (Chancelaria italiana), Fabrizio Romano, informou que dez italianos estavam a bordo do Airbus A330 da companhia Air France, que desapareceu nesta madrugada próximo a costa brasileira, durante um voo entre Rio de Janeiro e Paris.

"Esperamos que o número de italianos fique em dez, mas não podemos excluir que haja outros", declarou Romano para a imprensa italiana, esclarecendo que o balanço atual "é provisório" e "baseado nos dados fornecidos pelas autoridades francesas".

O Ministério das Relações Exteriores da Itália está em contato com a Agência Nacional para a Segurança de Voo, com a embaixada italiana em Paris e com o Consulado Geral da Itália no Rio de Janeiro para obter mais informações a respeito do caso.

O presidente da associação italiana de imigrantes Trentini nel Mondo, Alberto Tafner, havia anunciado que três membros da entidade estavam no voo. Segundo ele, Rino Zandonai, Luigi Zortea e Gianbattista Lenzi faziam parte de uma delegação que visitou o Brasil para conhecer estruturas de apoio aos imigrantes italianos.

O voo AF 447 partiu do aeroporto do Galeão levando 216 passageiros e uma tripulação composta por 12 pessoas -- 3 tripulantes técnicos e 9 comissários. O avião deveria pousar às 11h10 locais (6h10 de Brasília) no aeroporto Roissy - Charles de Gaulle, da capital francesa.

O diretor de comunicação da companhia francesa, François Brousse, indicou que "o avião entrou em uma zona de turbulência" e o mais provável é que tenha sido "atingido por um raio".

Por sua parte, o ministro dos Transportes da França, Jean-Louis Borloo, afirmou que a maioria dos passageiros a bordo da aeronave era de nacionalidade brasileira. De acordo com Borloo, deve haver "entre 40 e 60 franceses" e "outros 25 alemães".

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, chegou à unidade de crise montada no aeroporto parisiense, onde também estão outras autoridades do governo local, entre eles o ministro das Relações Exteriores, Bernard Kouchnner, e o secretário de Estado para os Transportes, Dominique Bussereau.

A lista com o nome dos passageiros ainda não foi divulgada, mas a fabricante de pneus Michelin confirmou que o presidente sul-americano da empresa, o brasileiro Luis Roberto Anastácio, estava a bordo, junto com mais dois funcionários, Antonio Gueiros e Christin Pieraerts.

A Força Aérea Brasileira (FAB) iniciou as buscas ainda durante a madrugada na região do Oceano Atlântico, a nordeste do arquipélago de Fernando de Noronha, onde supostamente o avião teria desaparecido. Enquanto o governo francês pediu ajuda ao Pentágono para localizar a aeronave.

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