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03/06/2009 - 17h06

OEA: 'Começamos uma era de tolerância', diz presidente de Honduras

ANSA
SAN PEDRO SULA, 3 JUN (ANSA) - O presidente de Honduras, Manuel Zelaya, disse hoje que a Organização dos Estados Americanos (OEA) fez uma "reparação histórica" ao revogar o dispositivo que expulsou Cuba.

A decisão foi anunciada hoje, ao término da 39ª assembleia geral da entidade, realizada na cidade de San Pedro Sula, norte de Honduras.

"Esta foi uma decisão tomada pelo mérito de nossos chanceleres. Uma decisão tomada por consenso, o que era mais difícil. A OEA está fazendo uma retificação histórica, que mostra a força do diálogo e das ideias invencíveis", disse o mandatário. "Estamos começando uma nova era de fraternidade e tolerância", complementou.

A resolução aprovada hoje anula o dispositivo que mantinha Cuba afastada da entidade, aprovado em 1962, durante uma reunião de chanceleres ocorrida em Punta del Este, no Uruguai. A medida foi adotada depois que o governo cubano, então encabeçado por Fidel Castro, declarou seu alinhamento à União Soviética.

Ao se referir a este argumento, Zelaya ressaltou que "todo Estado tem o direito de escolher seu próprio sistema político, econômico e social".

"Isto, há mais de quatro décadas, foi feito pelo povo cubano, e hoje, depois de bloqueios e ingerências, a OEA faz uma sábia reparação", argumentou. "A Guerra Fria terminou aqui, em San Pedro Sula."

O texto da assembleia afirma também que "a presença de Cuba na OEA será resultado de um processo de diálogo iniciado por solicitação do governo cubano e conforme as práticas, os propósitos e princípios da OEA".

A chanceler de Honduras, Patricia Rodas, definiu a decisão como "uma notícia fundamental e histórica", e ressaltou que os povos latino-americanos estão recuperando a dignidade do povo cubano.

O texto foi elaborado durante a manhã de hoje, em diálogos dos quais participaram os países da Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba) -- sobretudo Venezuela e Nicarágua -- e os Estados Unidos.

Outras nações, como Brasil e Argentina, atuaram como mediadores das posições contrárias dos dois blocos.

De um lado, Washington exigia que a readmissão de Cuba se desse apenas mediante a adequação do regime de Havana aos princípios democráticos da OEA.

Os países da Alba, por sua vez, defendiam um retorno sem qualquer condicionamento.

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