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09/06/2009 - 16h08

El Salvador: Ministro da Defesa faz mea-culpa ao recordar guerra civil

ANSA
SAN SALVADOR, 9 JUN (ANSA) - O coronel David Munguía Payés, novo ministro da Defesa de El Salvador, disse hoje que todas as pessoas que participaram da guerra civil ocorrida no país entre 1980 e 1992 "devem pedir perdão".

"Só não se equivocou quem não participou da guerra", opinou ele, que concedeu uma entrevista ao jornal local El Mundo.

Para o ministro, não são apenas as Forças Armadas que devem se desculpar, mas também o partido governista, a Frente Farabundo Martí para a Libertação Nacional (FMLN), originado da guerrilha de esquerda que combateu naquele período.

O novo presidente do país, o jornalista Mauricio Funes, eleito pela FMLN, tomou posse no dia 1º de junho. Sua administração põe fim a 20 anos seguidos no poder da Aliança Republicana Nacionalista (Arena).

"A FMLN e as Forças Armadas se enfrentaram porque não puderam chegar a um acordo em relação a dois projetos políticos diferentes. Nós nos enfrentamos e houve violações dos direitos humanos de ambos os lados", reconheceu Payés.

Durante 12 anos, a guerrilha FMLN e tropas oficiais travaram confrontos que causaram a morte de 70 mil pessoas. A paz só veio em janeiro de 1992, com um pacote de acordos assinados em Chapultepec, no México.

Ao El Mundo, o ministro da Defesa disse que não é possível "viver de rancores da guerra". Para ele, o país atravessa agora "um momento importante", com a transição "de um governo de direita para outro de esquerda".

Payés ressaltou que a FMLN evoluiu como força política e afirmou que já deu instruções a comandantes das Forças Armadas para que não participem de atividades partidárias.

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