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10/06/2009 - 13h28

Presidente da Fiat já anuncia propostas para a nova Chrysler

ANSA
MILÃO, 10 JUN (ANSA) - O presidente-executivo da Fiat, Sergio Marchionne, anunciou hoje que pretende "ampliar a gama de produtos" da empresa norte-americana Chrysler, "tanto na América do Norte como nos outros mercados", após a conclusão das negociações, o que ocorreu na manhã de hoje.

Com o acordo, concretizado após o aval da Suprema Corte dos Estados Unidos, a indústria italiana terá 20% das ações da montadora norte-americana. Segundo os termos do contrato assinado hoje, o novo grupo, chamado Chrysler Group LLC, compra todos os bens da empresa antiga, com exceção de algumas dívidas e de outros passivos.

De acordo com Marchionne, a nova Chrysler "já iniciou o trabalho para desenvolver carros ecológicos, a baixo consumo e de alta qualidade, que serão os diferenciais dos novos produtos do grupo Chrysler".

Definido pelo jornal francês Le Monde como um empresário "atípico", por ser "ágil" e "genial" ao conduzir as finanças e considerado "o homem que faz a Itália sonhar", Marchionne será o presidente-executivo da nova companhia.

"A Chrysler Group LLC e a Fiat Group comunicam o fechamento da aliança estratégica global já anunciada, com a plena operação da nova Chrysler, que desde hoje dispõe de recursos, tecnologia e rede de distribuição necessárias para competir de modo eficaz em nível mundial", anunciaram as partes da negociação em nota conjunta, emitida pouco após a concretização do acordo.

A Fiat também assinou uma série de acordos com a montadora norte-americana para a transferência de tecnologias, plataforma e propulsor para o grupo formado para salvar a antiga Chrysler.

A parceria estratégica prevê também que a Fiat não poderá ser acionista majoritária da fabricante de veículos até que as dívidas decorrentes dos financiamentos públicos sejam quitadas integralmente.

Por sua vez, o fundo sindical United Auto Workers Retiree Medical Bnefits Trust terá 55% das ações da nova empresa. Já o Tesouro norte-americano e o governo canadense ficarão respectivamente com 8% e 2% das ações.

A administração do novo grupo ficará a cargo de um conselho, que será composto por três empresários nomeados pela Fiat, quatro membros indicados pelo governo dos Estados Unidos e um representante do Canadá. O presidente desse conselho deverá ser Robert Kidder, segundo o comunicado divulgado hoje.

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