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29/06/2009 - 11h47

Honduras: Imprensa do país dá como consumado o golpe de Estado

ANSA
TEGUCIGALPA, 29 JUN (ANSA) - As principais emissoras de rádio de Honduras deram hoje como consumado o golpe de Estado contra o presidente Manuel Zelaya, cometido ontem por militares, e pediram à população que retorne à "normalidade", porque agora impera "a ordem institucional".

As rádios HRN e América, de oposição a Zelaya, em suas primeiras edições desta manhã, pediram aos hondurenhos que retornem às suas atividades normais, sem dar espaço aos representantes das organizações civis que exigem a restituição do presidente eleito democraticamente.

Os canais de televisão, por outro lado, continuam sem transmitir seus programas de notícias. CNN, Telesur e outras emissoras internacionais estão, desde ontem, com os sinais suspensos.

As rádios não condenam as restrições à liberdade de imprensa, ao toque de recolher -- decretado ontem pelo presidente interino, Roberto Micheletti, designado pelo Congresso --, não fazem referência aos cortes no serviço de energia elétrica e nem ao fato de que são transmitidas apenas informações oficiais.

Assim como o comissário nacional de Direitos Humanos, Ramón Custodio, um dos líderes da oposição contra Zelaya, que dá como consumado o golpe de Estado e não condena a violação ao direito do povo de manter-se devidamente informado.

Os bispos católicos e pastores das Igrejas evangélicas que apoiaram a oposição ao presidente também continuam em silêncio.

Micheletti, por sua parte, pediu unidade dos hondurenhos e a ficarem alertas diante das ameaças de "invasão" de países estrangeiros para restituir a Zelaya.

Mais de mil pessoas protestavam na noite de ontem em frente à Casa Presidencial e para hoje programa-se que representantes de organizações populares de todo o país se somem às manifestações.

A Casa Presidencial está resguardada por militares, com auxílio de tanques e de um grupo de policiais equipado com bombas lacrimogêneas.

Organizações estudantis, por sua parte, anunciaram uma greve geral em todo o sistema de educação pública e as universidades estatais suspenderam suas atividades.

Os quatro principais jornais do país destacaram em suas manchetes de capa a designação de Micheletti à presidência do país. El Heraldo intitulou: "Assume Micheletti"; La Tribuna: "R.Micheletti sucede a Mel" (como é conhecido o presidente Manuel Zelaya), e Tiempo publicou "Roberto Micheletti, novo presidente".

Nas ruas da capital Tegucigalpa, vê-se pouca circulação de pessoas e de veículos e uma concentração de militares.

Após ter sido preso e enviado à força à Costa Rica, Zelaya viajou à Nicarágua, onde participou ontem de uma cúpula extraordinária da Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba). Hoje, ele reúne-se com integrantes do Sistema de Integração Centro-Americano (Sica).

O golpe contra o presidente, eleito democraticamente, foi duramente condenado por diversas nações do mundo, como Brasil, Estados Unidos, Argentina, Venezuela, Chile, México. Todos exigem o retorno imediato de Zelaya.

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