UOL Notícias Notícias
 

01/07/2009 - 17h17

Honduras: Comissário de Direitos Humanos quer 'saída negociada' para crise

ANSA
CIDADE DO MÉXICO, 1 JUL (ANSA) - O Comissário Nacional de Direitos Humanos de Honduras, Ramón Custodio López, disse hoje que trabalha em uma "saída negociada" para a crise desencadeada no domingo pelo golpe de Estado que destituiu o presidente Manuel Zelaya.

Em entrevista à W Radio, do México, López revelou que tem se reunido "com pessoas independentes dos poderes constituídos e também de outros grupos". O objetivo, segundo ele, é buscar "uma saída racional" para a situação.

O funcionário não detalhou suas propostas, porém. Disse apenas que as mesmas serão submetidas à "vontade soberana do povo", para que assim a crise chegue ao fim sem ferir o "princípio de autodeterminação dos hondurenhos".

Ele negou que tenha havido um "golpe militar" no país, explicando que Zelaya foi detido pelas Forças Armadas "em cumprimento de uma ordem judicial, que contava com o apoio do Congresso Nacional".

Sobre o respaldo da Organização dos Estados Americanos (OEA) ao presidente destituído, López indicou que se deve ao fato de que o secretário-geral da instituição, José Miguel Insulza, "está buscando a reeleição, e por isso quer o maior número de votos possível".

Zelaya foi preso e enviado à força para a Costa Rica na madrugada de domingo, dia em que promoveria uma consulta que poderia dar início a um processo de reforma constitucional.

A oposição considera que seu objetivo é instaurar a reeleição e tentar manter-se no cargo, já que seu mandato termina em janeiro de 2010. Além da OEA, a ONU e vários países, incluindo os Estados Unidos, rejeitaram a intervenção militar.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    0,71
    3,168
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    -0,12
    68.634,65
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host