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01/07/2009 - 19h21

Manuel Zelaya confirma que voltará a Honduras em 72 horas

ANSA
CIDADE DO PANAMÁ, 1 JUL (ANSA) - O presidente de Honduras, Manuel Zelaya, deposto em um golpe de Estado no último domingo, confirmou hoje que permanecerá no Panamá durante os próximos dias e que pretende retornar a seu país em 72 horas.

Anteriormente, o mandatário dissera que voltaria amanhã, mas adiou a viagem depois que a Organização dos Estados Americanos (OEA) deu um ultimato de três dias (72 horas) ao governo golpista para promover a restituição de Zelaya.

O mandatário deposto está no Panamá, onde nesta quarta-feira acompanhou a posse do novo presidente deste país, Ricardo Martinelli. Ao se referir à crise hondurenha, Martinelli disse apenas que se trata de um "problema interno".

Zelaya foi preso na madrugada de domingo por oficiais das Forças Armadas e enviado à força para a Costa Rica. Em seguida, o Congresso nomeou como seu substituto o presidente da casa, Roberto Micheletti.

Nos últimos dias, inúmeros governos e entidades multilaterais, como a ONU e a OEA, condenaram o golpe de Estado e se negaram a reconhecer qualquer outro governo que não fosse o de Zelaya. Na Europa, a Itália, a França e a Espanha chamaram seus embaixadores para consultas.

"A situação em Honduras é vergonhosa", afirmou hoje Zelaya. Ele garantiu que lutará pela recuperação do poder "mesmo que isto lhe custe a vida".

O presidente estará acompanhado em seu retorno de um grupo de autoridades internacionais, entre elas os mandatários do Equador, Rafael Correa, e da Argentina, Cristina Kirchner, o secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, e o presidente da Assembleia Geral da ONU, Miguel D'Escoto.

Estados Unidos

Em Washington, um alto funcionário que pediu anonimato explicou que o governo norte-americano decidiu aguardar o prazo de 72 horas dado pela OEA para avaliar se suspenderá ou não as ajudas financeiras que concede a Honduras.

"Vamos esperar que o secretário-geral da OEA [José Miguel Insulza] termine sua tarefa diplomática a apresente um relatório no dia 6 de julho", disse o empregado. Ele descartou, no entanto, a convocação do embaixador norte-americano, Hugo Llorens.

Nesta quarta-feira, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos suspendeu as atividades militares que desenvolve em conjunto com as Forças Armadas hondurenhas. A decisão tem como motivo o golpe de Estado.

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