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02/07/2009 - 11h46

Colômbia: Ingrid Betancourt completa um ano em liberdade com agradecimentos

ANSA
BOGOTÁ, 2 JUL (ANSA) - A franco-colombiana Ingrid Betancourt, ex-refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), fez hoje um agradecimento especial aos governos de Colômbia, Venezuela e França, no dia em que completa seu primeiro ano em liberdade, após seis de cativeiro.

Betancourt e outros 14 reféns foram resgatados há um ano em uma suposta ação militar que teria se infiltrado no acampamento das Farc, em uma operação denominada "Xeque".

"Eu quis mencionar obviamente o presidente [da Colômbia, Álvaro] Uribe, porque foi quem permitiu que isso acontecesse, eu tenho uma grande admiração e respeito por ele", disse Betancourt, que atualmente vive na França, à rádio Caracol.

Ela também agradeceu ao venezuelano Hugo Chávez, por ter conseguido "a libertação de muitos de meus companheiros" e pediu que este gesto não seja esquecido. O mandatário atuou como mediador entre o governo colombiano e as Farc no ano de 2007.

Atualmente, ele acompanha as gestões da senadora colombiana Piedad Córdoba, que lidera o grupo Colombianos pela Paz, que no último ano também conseguiu a libertação de outros reféns da guerrilha.

Sobre o presidente francês, Nicolas Sarkozy, Betancourt afirmou que seu trabalho consistiu em levar "o tema dos reféns à opinião pública mundial" e fez com que o "mundo inteiro soubesse do que estava ocorrendo".

"Sem essa exposição", tal operação [que possibilitou sua libertação] "não teria ocorrido", disse. "Todos eles foram peças indispensáveis no quebra-cabeça montado para nossa libertação", afirmou a franco-colombiana.

Betancourt disse que a cada manhã agradece a Deus por seu resgate, explicado que "a liberdade é para a alma como o oxigênio é para o corpo".

Nesse sentido, recordou que há ainda outros 22 reféns políticos em poder da guerrilha e disse que para que eles sejam soltos deve-se utilizar "a força da palavra, o fato de denunciar o que está ocorrendo, de recordar que eles continuam lá".

Finalmente, disse que é preciso impedir que os sequestrados sejam usados como instrumentos da guerrilha, que "já fez do sequestro sua carta de apresentação" e pediu que o governo "não entre neste jogo macabro".

Ingrid Betancourt foi sequestrada em 23 de fevereiro de 2002 pela guerrilha colombiana junto com sua coordenadora de campanha, Clara Rojas, perto de San Vicente Del Caguán. Rojas foi solta em janeiro de 2008.

Entre os 14 reféns resgatados há exatamente um ano, estão militares colombianos e os três norte-americanos que eram prisioneiros do grupo guerrilheiro, Thomas Howe, Marc Gonsalves e Keith Stannsen, sequestrados em março de 2003.

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