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16/07/2009 - 17h59

México: Líder de cartel diz que 'estima' presidente Calderón

ANSA
CIDADE DO MÉXICO, 16 JUL (ANSA) - Um dos líderes do cartel mexicano La Família, Servando Gómez Martínez, divulgou, por meio de um canal de televisão local, um comunicado com 15 pontos explicando os principais objetivos da organização criminosa, que atua no estado de Michoacán.

No comunicado, o cartel demonstra seu apreço pelo mandatário mexicano, Felipe Calderón. "Queremos que o senhor presidente saiba que não somos seus inimigos, nós o estimamos", afirma Martínez.

A organização criminosa ganhou destaque na imprensa internacional nesta semana, após ter sido acusada de assassinar 12 agentes da Polícia Federal. Os oficiais foram torturados e amarrados antes de serem executados a tiros.

A ação do grupo foi realizada em represália à prisão de um de seus líderes, Arnoldo Rueda. "Nossa luta única e exclusiva é contra a Polícia Federal, porque seus agentes vêm e fabricam culpados. Estão prendendo gente inocente", denuncia Martínez.

O líder do La Família não culpa, porém, a polícia e o Exército pela perseguição feita ao cartel. Ao contrário, diz que respeita "100% as Forças Armadas".

"As autoridades estão atrás de nós porque é o trabalho delas, porém que não incomodem nossas famílias. Dediquem-se a prender a mim e a meus homens. Todo mundo sabe quem somos", pediu Martínez no comunicado.

O governo mexicano enviou hoje 4 mil oficiais do Exército a Michoacán, centro-oeste do país, como parte de uma ofensiva contra o cartel. As tropas estão sob comando do general Rodolfo Cruz, que já declarou que os soldados estão prontos para entrarem em ação.

O ministro do Interior, Fernando Gómez Mont, afirmou que o governo "não dialoga, não faz pactos nem negocia com nenhuma organização criminosa".

No comunicado, o líder do cartel desmente que a organização conte com a ajuda de prefeitos e deputados eleitos, como havia sido cogitado pelas autoridades locais.

"Nenhum prefeito está conosco, nem mesmo esse senhor que estão pronunciando na televisão, Julio César Godoy. É um golpe político contra o governo do estado", advertiu Martínez, referindo-se à administração do Partido da Revolução Democrática (PRD), de oposição ao governo Calderón.

Godoy, que é citado no comunicado, é um deputado eleito do PRD que está foragido. Ele é acusado de envolvimento com o grupo La Familia. O político é irmão do governador de Michoacán, Leonel Godoy.

Ontem, Martínez ofereceu ao presidente Felipe Calderón a oportunidade de abrir um diálogo para pôr fim à violência em Michoacán.

Em um telefonema ao programa de TV Voz y Solución, ele disse que "isto nunca vai acabar", mas reiterou que o cartel deseja "buscar um pacto nacional" em favor da paz. "Não sei de que maneira, mas precisamos fazer isso", afirmou.

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