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24/07/2009 - 16h24

Bolívia: Corte promete concluir censo eleitoral em outubro

ANSA
LA PAZ, 24 JUL (ANSA) - A Corte Nacional Eleitoral (CNE) da Bolívia prometeu hoje apresentar até o dia 15 de outubro um novo cadastro de eleitores para a votação de 6 de dezembro, quando o presidente Evo Morales tentará seu segundo mandato.

O anúncio deve pôr fim à discussão entre setores governistas e opositores sobre qual seria o padrão utilizado. O recadastramento de votantes foi um dos pontos definidos pela nova lei eleitoral do país, aprovada em abril.

Nas últimas semanas, porém, temendo que a demora no processo pudesse inviabilizar as eleições, a bancada governista no Congresso propôs o uso do padrão antigo.

A oposição, no entanto, acredita que esta seria uma manobra para tentar fraudar os resultados da disputa, já que os registros atuais contariam com pelo menos um milhão de inscrições irregulares.

O vice-presidente da nação, Álvaro García Linera, que vinha apoiando a ideia de utilizar o cadastro antigo, disse estar satisfeito com a decisão e prometeu apoiar a CNE.

"A Corte começará a elaborar o novo padrão biométrico no dia 1º de agosto e o concluirá em 15 de outubro", disse ele, que se reuniu nesta sexta-feira com o presidente da entidade, Antonio Costas. De acordo com o vice-presidente, o novo cadastro deverá ter entre 3,5 milhões e 4 milhões de eleitores.

"É possível perceber que há um trabalho firme e sistemático [na CNE], e por isso devemos cumprimentá-los. Ratificamos nosso apoio à elaboração do padrão biométrico", ressaltou Linera.

A realização das eleições de dezembro, convocadas após a aprovação da nova Carta Magna do país, foi condicionada por opositores à elaboração de um novo censo eleitoral. Pela primeira vez, para evitar fraudes, o recadastramento incluirá dados como impressões digitais e fotos dos votantes.

Para incentivar a população a participar do processo, Linera informou que o presidente Evo Morales será o primeiro a ceder seus dados à CNE.

No dia 6 de dezembro, além de presidente, os bolivianos elegerão legisladores para a Assembleia Plurinacional, que substituirá o Congresso.

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