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27/07/2009 - 20h33

CIDH condena assassinato de militante pró-Zelaya

ANSA
TEGUCIGALPA, 27 JUL (ANSA) - A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) condenou hoje o assassinato de Pedro Ezequiel, simpatizante do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, cujo corpo foi encontrado no sábado com marcas que poderiam ser de tortura.

Em nota, a CIDH, entidade ligada à Organização dos Estados Americanos (OEA), também pediu ao governo de facto do país, liderado por Roberto Micheletti, que garanta a segurança e a integridade da população.

"A CIDH exige que se investigue este assassinato e se punam os responsáveis", diz o texto, no qual o órgão manifesta ainda "profunda preocupação" com o episódio e ante o "reiterado uso" do toque de recolher e da suspensão de garantias civis por parte do regime instaurado depois do golpe de 28 de junho.

O corpo de Pedro Ezequiel, também identificado como Pedro Mondiel Martinez, foi encontrado no sábado em um terreno próximo da fronteira com a Nicarágua, área em que apoiadores aguardam desde a semana passada o possível retorno de Zelaya.

Testemunhas afirmaram que o homem havia sido detido pela polícia e que seu corpo apresentava sinais de tortura. As autoridades negam tais informações.

Na última sexta-feira, o presidente deposto chegou a cruzar a fronteira pela cidade de Las Manos e pisou pela primeira vez o solo de seu país desde o golpe de Estado, que nesta terça-feira completará um mês. Depois disso, porém, voltou ao lado nicaraguense.

Em declarações à ANSA, o líder da Frente Nacional de Resistência, Rafael Alegría, adiantou que, por ocasião da data, os movimentos pró-Zelaya iniciarão a partir de amanhã uma nova mobilização com marchas e cortes de estradas em todo o país. "O ânimo do povo é muito forte", disse ele.

Para impedir que Zelaya retorne e encontre seus simpatizantes, as Forças Armadas mantêm vigente um toque de recolher na região da fronteira desde sexta-feira.

Em Tegucigalpa, o Congresso discute parcialmente o Acordo de San José, última proposta de pacto feita por Oscar Arias, presidente da Costa Rica e mediador das negociações entre representantes de Zelaya e do regime de facto.

Dos pontos incluídos no documento, o Legislativo -- amplamente favorável a Micheletti -- analisa apenas dois: os que dizem respeito à antecipação das eleições de novembro para outubro e à possibilidade de conceder anistia a todos os envolvidos na crise política. O retorno de Zelaya e a formação de um governo de união encabeçado por ele não são debatidos.

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