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27/07/2009 - 16h29

Forças Armadas de Honduras reiteram apoio a Micheletti

ANSA
LONDRES, 27 JUL (ANSA) - O general Romeo Vásquez Velásquez, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Honduras, reiterou hoje que os militares apoiam o governo de facto do país e defendem uma "saída negociada" para a crise política desencadeada pelo golpe de 28 de junho.

Ao respaldar os debates mediados pela Costa Rica, o general indicou que isto não significa aceitar a restituição do presidente deposto, Manuel Zelaya, condição já rejeitada pelo regime de facto, liderado por Roberto Micheletti, nomeado pelo Congresso para governar o país. "Apoiamos o nosso governo em suas negociações", disse Velásquez à BBC de Londres.

O chefe das Forças Armadas lembrou que a corporação está "subordinada ao poder civil", o que, na prática, significa que está submetida às ordens do presidente de facto. Ele ainda desmentiu a informação de que oficiais teriam viajado aos Estados Unidos para participar de reuniões secretas.

Na sexta-feira, Zelaya, que está na Nicarágua, cruzou a fronteira por alguns minutos em um gesto simbólico e pisou o solo hondurenho pela primeira vez desde o dia 28. Em seguida, porém, retornou ao país vizinho.

Paralelamente, em Tegucigalpa, o regime de facto afirmou que ainda estuda os pontos propostos pelo presidente da Costa Rica, Oscar Arias, no chamado Acordo de San José, pacto com o qual ele espera obter o consenso entre as partes. Na quarta-feira da semana passada, Zelaya anunciou, por seu lado, o fracasso do diálogo.

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