UOL Notícias Notícias
 

21/08/2009 - 17h24

Presidente mexicano impõe teto salarial a funcionalismo público

ANSA
CIDADE DO MÉXICO, 21 AGO (ANSA) - O presidente mexicano, Felipe Calderón, promulgou hoje uma lei que impõe um teto salarial ao funcionalismo público. A partir de agora, os trabalhadores do Estado não poderão ganhar mais que US$ 16 mil por mês, valor pago ao próprio mandatário.

"Trata-se de fazer com que o dinheiro corresponda à responsabilidade do trabalho", disse ele. "Queremos que os funcionários tenham uma distribuição equitativa e coerente com seu cargo e função, e que sejam evitados abusos na administração", complementou.

Calderón informou que todas as remunerações pagas a funcionários do governo serão agora "públicas e abertas ao escrutínio do povo", já que "os cidadãos têm direito a saber o destino que é dado aos recursos públicos".

A Comissão Permanente do Congresso aprovou as reformas constitucionais que permitem a criação da Lei dos Salários Máximos. A medida já foi publicada no Diário Oficial.

Aprovado pelo Legislativo no dia 22 de julho, o projeto tem como objetivo evitar que governadores, prefeitos, juízes e conselheiros de organizações autônomas recebam salários demasiadamente altos, como vinha denunciando a imprensa do país.

Em alguns casos, de acordo com meios de comunicação mexicanos, funcionários chegavam a ganhar, por mês, mais que pessoas que ocupam a mesma função em nações ricas, como os Estados Unidos.

Ontem, Calderón anunciou que trabalhará para reduzir a burocracia estatal. Sua ideia é conter gastos públicos e atrair investimentos. A economia mexicana passa por um difícil momento. No segundo trimestre do ano, o Produto Interno Bruto (PIB) do país encolheu 10,03%, na comparação com igual período de 2008.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    11h59

    -0,23
    3,129
    Outras moedas
  • Bovespa

    12h03

    -0,24
    75.792,52
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host