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24/08/2009 - 16h37

Equador quer discutir paz e estabilidade regional em cúpula da Unasul

ANSA
QUITO, 24 AGO (ANSA) - O ministro equatoriano da Segurança, Miguel Carvajal, disse hoje que seu país atuará para fazer com que a América Latina continue sendo uma "região de paz" durante a cúpula da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), que ocorre nesta sexta-feira em Bariloche, na Argentina.

O encontro foi convocado com o objetivo principal de discutir o acordo militar que Bogotá negocia com os Estados Unidos para ceder sete bases em território colombiano.

Embora as autoridades de Bogotá e Washington assegurem que a finalidade do convênio é fortalecer as estratégias de combate ao narcotráfico na Colômbia, algumas nações vizinhas, entre elas Equador, Venezuela e Brasil, querem garantias de que a iniciativa não promoverá a presença militar dos Estados Unidos na América do Sul.

Em entrevista a uma emissora de TV equatoriana, Carvajal garantiu que Quito irá reiterar o pedido para que "os países sejam consistentes e coerentes com a vontade de consolidar a América Latina como uma região de paz".

Ele lembrou que a promoção da paz regional é uma das prioridades do Conselho de Defesa Sul-Americano, órgão que integra a Unasul. Segundo o ministro, a região tem uma tradição de não liderar corridas armamentistas "irracionais".

Apesar disso, Carvajal indicou que este foi o caminho adotado por Bogotá quando firmou o Plano Colômbia, em 2000. Por meio deste programa, Washington envia anualmente US$ 600 milhões para financiar iniciativas de segurança no país.

"Nem somando Equador, Peru e Venezuela, conseguimos nos aproximar minimamente dos orçamentos militares que a Colômbia tem", advertiu ele.

Na última sexta-feira, o chanceler colombiano, Jaime Bermúdez, negou que seu país possa discutir o novo acordo com os Estados Unidos durante a reunião da Unasul.

"A negociação acabou. Estamos apenas fazendo ajustes legais, cumprindo os trâmites de cada país, e vamos em frente com isso", disse ele.

O pacto, que já foi definido e precisa somente ser assinado, permitirá que até 1.400 agentes norte-americanos ocupem sete bases na Colômbia por um período de dez anos.

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