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27/08/2009 - 18h06

Washington ameaça aumentar pressão sobre Honduras

ANSA
WASHINGTON, 27 AGO (ANSA) - O governo dos Estados Unidos informou hoje que continua a acompanhar "de perto" a crise política hondurenha e adiantou que pode adotar novas sanções contra o governo de facto do país, que substitui o presidente Manuel Zelaya, deposto em um golpe de Estado no dia 28 de junho.

Philip Crowley, porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, disse que Washington analisará a postura do presidente de facto, Roberto Micheletti, que ao receber a missão de chanceleres enviada ao país pela Organização dos Estados Americanos (OEA), nesta semana, voltou a afirmar que não permitirá o retorno de Zelaya.

"Estamos avaliando com base no que ouvimos desde que a delegação voltou e consultando a OEA", declarou o funcionário.

Na última quarta-feira, o governo norte-americano suspendeu a emissão de vistos a cidadãos hondurenhos em represália ao regime de facto, que se nega a negociar um acordo que permita o retorno do presidente deposto.

O grupo da OEA, formado por sete chanceleres e pelo secretário-geral da entidade, José Miguel Insulza, foi a Tegucigalpa para tentar convencer Micheletti a assinar o Acordo de San José.

Trata-se da proposta de pacto apresentada pelo presidente da Costa Rica, Oscar Arias, cujo ponto principal é a formação de um governo de unidade encabeçado por Zelaya. O objetivo, porém, não foi alcançado.

"Obviamente, a postura adotada pelo regime de facto já está tendo consequências", indicou Crowley, referindo-se à suspensão do serviço de vistos. "Nós temos ainda outros passos que podemos dar", acrescentou.

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