UOL Notícias Notícias
 

03/09/2009 - 13h26

Presidente da Costa Rica reitera necessidade de reverter golpe de Honduras

ANSA
SANTIAGO DO CHILE, 3 SET (ANSA) - O presidente da Costa Rica, Oscar Arias, reafirmou hoje que em Honduras "o importante é poder reverter o golpe de Estado, porque não queremos que este seja o caminho que as Forças Armadas adotem quando não estão satisfeitas com um governo".

Arias também citou o mandatário norte-americano, Barack Obama, para destacar a importância da volta do chefe de Estado deposto de Honduras, Manuel Zelaya, mesmo que alguns países sejam contrários ao modo como o país centro-americano era administrado.

Em entrevista concedida ao jornal chileno El Mercurio, Arias destacou que os golpes de Estado na América Latina são "uma página que acreditávamos ter superado". O presidente da Costa Rica lembrou ainda que Zelaya "é o presidente legítimo do povo hondurenho".

Hoje, o Ministério das Relações Exteriores da Costa Rica também divulgou um comunicado reforçando que o país não reconhece o governo hondurenho de Roberto Micheletti, nomeado presidente após o golpe de Estado, ocorrido no dia 28 de junho.

O texto também renova o compromisso do país com Acordo de San José, proposto pelo presidente costa-riquenho para solucionar a crise política hondurenha. Entre os termos do plano, destaca-se a exigência da volta imediata de Zelaya à presidência em troca da anistia aos agentes que lideraram o golpe.

"Eu fui o primeiro mandatário que disse ao mundo que tínhamos que reverter este golpe de Estado. Tínhamos que lutar para estabelecer a ordem constitucional em Honduras, e isto passava pelo retorno de Zelaya como presidente constitucional do país", insistiu Arias a na entrevista ao jornal chileno.

O governante da Costa Rica, Prêmio Nobel da Paz de 1987, foi nomeado pela Organização dos Estados Americanos (OEA) como mediador do conflito político e participou de diversas reuniões com representantes de Zelaya e Micheletti, mas suas tentativas de alcançar um acordo fracassaram.

"Ainda estamos lutando junto com José Miguel Insulza [secretário-geral da OEA] para ver se o governo de facto aceita o acordo [de San José] em sua totalidade", assegurou Arias.

Para ele, "a criação e consolidação de democracias é um campo no qual, caso não se avance, retrocede-se", como aconteceu em Honduras. "Porém, com certeza, a América Latina de 2009 é muito diferente da dos anos 1980", enfatizou.

Apesar do repúdio ao golpe expresso pela comunidade internacional, sobretudo pelos países do continente, Micheletti se mantém à frente do poder hondurenho e deu início às campanhas para a sucessão presidencial. A eleição do dia 29 de novembro havia sido marcada antes do golpe.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h58

    -0,53
    3,128
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    -0,28
    75.389,75
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host