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04/09/2009 - 11h30

Venezuela repudia passeatas organizadas por colombianas contra Hugo Chávez

ANSA
BOGOTÁ, 4 SET (ANSA) - O embaixador venezuelano na Colômbia, Gustavo Márquez, disse que seu país reprova a passeata programada para hoje em diversas cidades do mundo contra o presidente Hugo Chávez.

"Nosso governo rechaça e repudia estes tipos de mobilizações ou ações que não contribuem para a irmandade dos nossos povos, mas criam dissidências, distorções e dissociações que só convêm aos interesses do império norte-americano", comentou o diplomata em declarações à rádio RCN.

A marcha, que tem como slogan "Chávez Não Mais", foi promovida por jovens colombianos por meio de redes sociais na internet. Segundo os organizadores, haverá manifestações em 118 países, inclusive no Brasil, às 12h locais. Pelo site www.nomaischavez.org, pode-se constatar as cidades onde ocorrerão a passeata.

Para Juan David Lacouture, um dos responsáveis pela manifestação, o ato é uma resposta "a um sentimento coletivo" contra o presidente da Venezuela, o qual, segundo ele, "é uma grande ameaça" para a Colômbia.

Os organizadores criticam os insultos do mandatário venezuelano contra a América Latina e o mundo em geral, além de suas atitudes intervencionistas.

De acordo com o diplomata, trata-se de uma "campanha de ódio para estigmatizar" Chávez, que "é o presidente de todos os venezuelanos e, portanto, é uma campanha contra o povo da Venezuela para promover o ódio entre os países irmãos".

Os partidos governistas da Venezuela, por sua vez, estudam a viabilidade de mobilizar os simpatizantes do presidente, em resposta à passeata.

O dirigente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), Darío Vivas, contou que os atos serão realizados hoje e amanhã, com o apoio das embaixadas da Venezuela em 50 países para "contra-atacar a campanha de desprestígio internacional".

Venezuela e Colômbia mantêm relações diplomáticas congeladas há mais de um mês, desde quando Bogotá acusou o governo de Chávez de repassar armas para a guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

A tensão se agravou devido ao anúncio do governo colombiano de um acordo militar com os Estados Unidos, que permitirá o envio de um contingente de até 1,400 soldados norte-americanos para operar em sete bases colombianas.

O mandatário venezuelano e outros países da região, como o Equador, veem no tratado uma "ameaça" à segurança e à soberania da América do Sul.

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