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09/09/2009 - 12h00

Itália abre conferência sobre violência contra as mulheres e pede ações da ONU

ANSA
ROMA, 9 SET (ANSA) - O ministro das Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, pediu hoje, na abertura da Conferência Internacional sobre Violência contra as Mulheres, que a ONU coloque as mutilações genitais femininas em uma condição de "degredo total e definitivo".

A Conferência Internacional sobre Violência contra as Mulheres acontece nesta quarta e quinta-feira em Roma e é uma iniciativa do governo da Itália, que exerce a presidência rotativa do G8 (grupo dos oito países mais ricos do mundo mais a Rússia). A abertura do evento aconteceu às 9h de hoje (4h no horário de Brasília).

"Queremos que a ONU se ocupe dessa violência", pediu o ministro italiano, que anunciou também a organização de um encontro de países sobre este tema, que aconteceria junto à próxima Assembléia Geral da ONU, em Nova York, no dia 25 de setembro.

De acordo com Frattini, o objetivo da Itália é definir uma "política comum" contra a prática, ainda comum em países africanos como Sudão, Egito, Somália e Guiné-Bissau. Para o encontro, foram convidados "muitos países que sofreram" com essa violência, para que eventuais decisões possam ser levadas a cada nação, contou.

Já o presidente italiano, Giorgio Napolitano, que também participou do evento, se pronunciou não somente contra a violência em relação às mulheres, mas também contra a homofobia e a xenofobia.

Napolitano disse que essas práticas nascem "da ignorância, da perda de valores morais e ideais, de um afastamento frequentemente inconsciente dos princípios sobre os quais a Constituição [italiana] fundou a convivência nacional democrática".

O chefe de Estado sublinhou que é "responsabilidade de todos" empenhar-se para combater cada tipo de discriminação e de violência.

Em seu discurso, Napolitano lembrou que as mulheres sofrem "a violência sexual na sua forma mais brutal, a agressão e o estupro, mas também as violências domésticas e as violências de várias naturezas no mercado de trabalho", e que também é preciso lutar contra as injustiças em relação às "pessoas e à comunidade homossexual".

A fim de combater essas violências é fundamental, para ele, "educar a todos da nossa sociedade nos valores da igualdade entre todos os cidadãos, sem distinção de sexo, e aos valores da não-discriminação".

A Arcigay, associação italiana de defesa dos direitos dos homossexuais, agradeceu a Napolitano por suas declarações.

Aurelio Mancuso, presidente da entidade, disse que a Arcigay enviou em agosto uma carta ao presidente italiano falando sobre a preocupação da comunidade de gays, lésbicas, bissexuais e transexuais, quanto aos contínuos fatos de violência e agressão sofridos por homossexuais.

"Na carta pedíamos um pronunciamento do presidente, que hoje chegou de forma clara e forte. Agradecemos ao chefe do Estado e concordamos com a necessidade de que a violência contra as mulheres, a xenofobia e a homofobia sejam combatidas em conjunto, a fim de contribuir para uma sociedade mais justa e solidária", acrescentou Mancuso.

Participam da conferência delegações de vários países africanos, além de personalidades políticas como a vice-secretária-geral da ONU, Asha-Rose Migiro, a ministra turca Selma Aliye Kavaf e a Prêmio Nobel de Medicina de 1986, Rita Levi Montalcini.

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