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11/09/2009 - 12h56

Em Veneza, cineasta iraniana denuncia situação de seu país

ANSA
VENEZA, 11 SET (ANSA) - A iraniana Hana Makhmalbaf, diretora de "Green Days", primeiro filme a ser exibido hoje fora da mostra competitiva no 66º Festival Internacional de Cinema de Veneza, afirmou que as condições de vida em seu país mudaram após a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad.

"As condições de vida no Irã mudaram: tantas pessoas abandonaram o país, tantos foram aprisionados, torturados, violentados. O meu povo é refém, eu sou refém", denunciou a cineasta, em Veneza.

"Green Days" usa imagens feitas com celular para falar sobre a expectativa dos iranianos de eleger o candidato de oposição, o moderado Mir Hussein Mousavi, e os dias que se seguiram à confirmação do resultado do pleito, com protestos reprimidos pela polícia, que deixaram pelo menos 20 mortos.

"O cinema tem a função de testemunho. Sou o espelho do meu país, que não para de lutar. Cada iraniano hoje é um embaixador. Assim como [Adolf] Hitler e Saddam [Hussein], o destino de todos os fascismos está selado, não durará para sempre", continuou a diretora de 21 anos.

As eleições no Irã aconteceram em junho deste ano e reelegeram Ahmadinejad, em meio a acusações da oposição de fraude eleitoral. Na época, o povo iraniano saiu às ruas para contestar o resultado.

A imprensa que participava da cobertura das eleições foi censurada, de modo que a grande fonte de informações sobre a situação do Irã passou a ser os vídeos feitos por celular, divulgados na internet pelos manifestantes.

O Festival de Cinema de Veneza, que começou no último dia 2, acaba neste sábado.

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