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15/09/2009 - 18h50

Governo colombiano nega intenção de reduzir cadastro eleitoral para beneficiar Uribe

ANSA
BOGOTÁ, 15 SET (ANSA) - O ministro do Interior e da Justiça da Colômbia, Fabio Valencia, negou hoje que o governo tenha sugerido fazer cortes no cadastro de eleitores para beneficiar o presidente Álvaro Uribe em um eventual referendo que possibilite sua segunda reeleição consecutiva.

Valencia classificou como "invenções de má fé" as declarações feitas por líderes políticos opositores nas últimas semanas, segundo as quais o governo teria a pretensão de reduzir o número de pessoas habilitadas a votar.

Caso o projeto de lei que convoca um referendo sobre o terceiro mandato de Uribe passe pela Corte Constitucional, onde está sob análise, o governante poderia ser beneficiado porque a consulta deve contar com uma presença mínima de 25% do total de eleitores para que seja validada.

Neste sentido, quanto menor for o cadastro total de votantes, menos pessoas precisarão ir às urnas.

O ministro explicou, porém, que é preciso "atualizar" o número de eleitores, e disse concordar com a ideia do registrador nacional, Carlos Ariel Sánchez, que prevê, para o cálculo da porcentagem, eliminar os registros de colombianos que já faleceram, membros das Forças Armadas e pessoas que perderam os direitos políticos.

A proposta sobre a redução do universo de votantes, que atualmente é de 29 milhões de pessoas, surgiu no início de setembro como parte de uma reforma política.

Com a mudança, apenas cerca de 16 milhões de cédulas passariam a ser consideradas válidas, o que aumentaria as chances de homologar a consulta.

O projeto de lei sobre o referendo da reeleição continuará sendo discutido pela Corte Constitucional pelos próximos três meses.

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