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27/09/2009 - 15h47

Brasil diz que não reconhece ultimato dado por Micheletti

ANSA
BRASÍLIA, 27 SET (ANSA) - O governo do Brasil disse hoje que "não reconhece" o ultimato dado pelo regime "ilegítimo" de Honduras, que ontem fixou um prazo de dez dias ao país para que definisse o status do presidente deposto, Manuel Zelaya, que está há quase uma semana abrigado na Embaixada brasileira em Tegucigalpa.

O Brasil "não reconhece" o suposto ultimato imposto pelo presidente de facto hondurenho, Roberto Micheletti, disse uma fonte do governo brasileiro à ANSA.

A medida se deve ao fato de que o Brasil não considera legítima a gestão de Micheletti, que está no poder desde o dia 28 de junho, quando um golpe de Estado destituiu Zelaya.

Em uma nota divulgada ontem, o regime de facto hondurenho solicitou ao Brasil que esclareça em quais condições o presidente deposto foi acolhido por sua diplomacia. Além disso, exige medidas imediatas para fazer com que Zelaya deixe de usar o edifício diplomático para incentivar ações de "desobediência civil".

A fonte ouvida pela ANSA reiterou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já afirmou que Zelaya poderá permanecer o tempo que for necessário na sede da representação diplomática, já que não há qualquer prazo para que ele saia.

Passados 86 dias do golpe que o tirou do poder, quando também foi expulso do país pelas Forças Armadas, Zelaya retornou de surpresa a Tegucigalpa na última segunda-feira.

Em seguida, buscou refúgio na Embaixada do Brasil, onde permanece. Desde então, o prédio está sob cerco militar.

Na sexta-feira, a pedido da diplomacia brasileira, o Conselho de Segurança da ONU se reuniu em Nova York e aprovou uma declaração na qual pediu o fim do cerco.

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