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28/09/2009 - 16h45

Chile diz que América Latina não pode viver 'aventuras bélicas'

ANSA
SANTIAGO DO CHILE, 28 SET (ANSA) - O ministro das Relações Exteriores do Chile, Mariano Fernández, afirmou hoje que atualmente não existem condições na América Latina para promover "aventuras bélicas".

"Parece-nos que na região não há nenhuma base para aventuras bélicas, nem qualquer coisa parecida", ponderou.

O ministro se disse favorável à ideia de criar mecanismos para fazer com que os países sul-americanos deem mais transparência a informações sobre gastos militares, debatida durante a cúpula ministerial da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) realizada no dia 15 em Quito, no Equador.

"Estamos completamente de acordo em dar transparência, em construir confiança", indicou. Ele rejeitou, no entanto, a sugestão peruana de incentivar a assinatura de um "pacto de não-agressão" no subcontinente, o que para ele refere a um "passado já superado".

"Cremos que não é bom concluir uma proposta com uma fórmula de acordo cuja linguagem reflete um período que está muito passado no mundo", afirmou.

"Não tenho uma fórmula exata, mas se queremos assinar alguma coisa na região, colocarei gente para buscar uma linguagem que esteja de acordo com o nosso tempo", prosseguiu.

As declarações de Fernández respondem a seu par peruano, José Antonio García Belaúnde, que ao falar diante da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, sugeriu a implementação de mecanismos para quantificar gastos dos países sul-americanos com armas e a assinatura de um pacto de não-agressão.

O chanceler chileno ainda justificou os investimentos feitos por seu país em segurança, que segundo ele dizem respeito à "importante modernização" das Forças Armadas, que deverá acompanhar "a modernização do país em todos os seus aspectos".

"De tal modo que estamos disponíveis, para evitar qualquer desconfiança, a aceitar acordos de padronização e transparência" sobre gastos militares, ressaltou ele.

Também hoje, o ministro da Defesa do Peru, Rafael Rey, solicitou ao Chile que desista de fazer exercícios militares em áreas próximas à fronteira com seu país, marcados para outubro e que considerou "ofensivos".

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