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29/09/2009 - 17h47

Paquistão deve ser exemplo para mundo islâmico, diz chanceler italiano

ANSA
ROMA, 29 SET (ANSA) - O chanceler italiano, Franco Frattini, afirmou hoje que o Paquistão "deve se tornar um produtor de segurança e fornecer um exemplo a todo o mundo islâmico, contribuindo com a luta contra o terrorismo e a estabilização" do vizinho Afeganistão.

Ao discursar durante um fórum de colaboração econômica organizado pela própria Chancelaria da Itália, o diplomata elogiou a administração do país. O presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, estava na plateia.

Frattini ressaltou "a importância do combate e da luta que o Paquistão está conduzindo com grande eficácia contra o terrorismo". Além disso, assegurou a Zardari que "toda a comunidade internacional se une ao país para oferecer apoio estratégico e econômico".

A diplomacia italiana entende, nas palavras de Frattini, que "um Paquistão democrático e estável é fundamental para a estabilidade da Ásia ocidental". Por isso, respalda "com convicção o processo democrático no Paquistão em nível bilateral, mas também no âmbito da União Europeia".

O ministro destacou a importância da sessão da comissão Itália-Paquistão que será realizada ainda neste ano em Islamabad e do encontro União Europeia-Paquistão, previsto para ocorrer no primeiro semestre de 2010, a pedido do premier italiano, Silvio Berlusconi.

"O Paquistão é uma região chave para a segurança do mundo", disse ainda o chefe da diplomacia italiana, acrescentando que a ajuda do governo paquistanês é "eficaz e fundamental".

Frattini ponderou também que, ao "lutar contra o terrorismo", o Paquistão contribui com a "estabilização do Afeganistão".

A Itália considera o Paquistão fundamental para estabilizar a região, já que, lembrou o chanceler, "infelizmente há suspeitas de que [Osama] Bin Laden se esconde justamente sob as montanhas paquistanesas".

Zardari, por sua vez, ressaltou que o Afeganistão "deve se tornar um Estado democrático". Ele recordou, entretanto, que a milícia Taliban "é ainda muito forte". "Dizer que [ela] desapareceu seria uma falsidade", complementou.

"O Afeganistão provocou a guerra em toda a comunidade internacional. Não podemos mais aceitar que isto ocorra, e por este motivo nos empenhamos em apagar este incêndio, e temos a certeza de que conseguiremos", avaliou.

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