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30/09/2009 - 09h58

OEA e estudantes buscam saída para protestos na Venezuela

ANSA
CARACAS, 30 SET (ANSA) - Membros da Organização dos Estados Americanos (OEA) e representantes de mais de 140 estudantes em greve de fome, opositores ao governo do presidente venezuelano, Hugo Chávez, iniciaram ontem o diálogo para por fim ao protesto que pede a libertação de manifestantes, considerados por eles presos políticos.

O secretário-executivo da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da OEA, Santiago Cantón, conversou por telefone com o líder estudantil Julio César Rivas, segundo informou o advogado do jovem, Alfredo Romero.

Rivas é acusado por instigação à delinquência e à guerra civil, resistência à autoridade e porte ilícito de armas genéricas. As acusações foram feitas após o estudante tentar romper uma barreira policial em um protesto contra a nova Lei de Educação no último dia 22 de agosto.

A greve de fome dos estudantes começou na última quinta-feira, em frente à sede da OEA em Caracas, com o pedido pela libertação de Rivas -- posto em liberdade condicional, depois de ficar na cadeia por quase três semanas -- e de outros companheiros e opositores presos em manifestação nos últimos meses.

Romero disse que há "propostas" para solucionar o conflito, mas não esclareceu o teor da conversa com o representante da OEA e considerou que houve avanço "no que diz respeito ao conhecimento da greve de fome em todo o mundo".

Outra advogada de Rivas, Tamara Sujú, afirmou que tanto o embaixador da OEA em Caracas, Salvador Rodezno, como Cantón negociavam uma solução para o conflito com o governo venezuelano.

Estão em greve de fome 145 venezuelanos em todo país que exigem a presença de uma missão da CIDH para constatar o que consideram "perseguição à distância" pela detenção de opositores ao governo de Chávez.

Os estudantes pedem a liberação de vários manifestantes acusados de rebelião civil, além do prefeito de Caracas, Richard Blanco, acusado de agressão a um policial, e de 11 trabalhadores da prefeitura que marcharam em protesto pela defesa dos direitos trabalhistas na frente do Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela (TSJ).

Chávez promulgou no dia 15 de agosto a polêmica nova Lei de Educação, contestada pela oposição que a classifica como inconstitucional e exige a realização de um referendo sobre o assunto.

Entre as mudanças introduzidas estão a criação de conselhos comunitários para atuar nas escolas e a retirada do ensino religioso das grades curriculares. A oposição, porém, acredita que o Estado vai ter mais poder para intervir em instituições e aplicar a ideologia governista ao sistema educacional com base nos preceitos do chamado "socialismo do século XXI".

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