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02/10/2009 - 12h10

Em encontro com embaixadora dos Países Baixos, Papa ressalta o valor das famílias

ANSA
CASTEL GANDOLFO, 2 OUT (ANSA) - O papa Bento XVI recebeu hoje a nova embaixadora dos Países Baixos junto à Santa Sé, a baronesa Henriette van Lynden-Leijten, a quem defendeu os papeis da sociedade e das famílias, e fez um apelo a uma abertura maior à religião neste país.

Durante o encontro com a embaixadora, na residência oficial de Castel Gandolfo, Bento XVI declarou que a sociedade não deve "encorajar modelos alternativos de vida doméstica em nome de uma suposta diversidade" a menos que esteja pronta para encarar "consequências sociais não compatíveis com um desenvolvimento humano integral".

O Pontífice citou sua última encíclica, "Caritas em Veritate" (2009), ao dizer que a liberdade "não é uma intoxicação de autonomia total, mas uma resposta ao apelo do ser", que torna "insubstituível o papel da comunidade religiosa na vida pública".

O Papa também pediu a defesa da família "construída sobre fundamentos de um matrimônio estável e frutífero entre um homem e uma mulher".

"Nada pode equalizar ou substituir o valor formativo de crescer em um ambiente familiar seguro, no qual se aprende sobre respeito próprio e a dignidade pessoal dos outros", assegurou.

"Ao invés disso, uma sociedade que encoraja modelos alternativos de vida doméstica com base em uma suposta diversidade terá mais facilmente consequências sociais negativas", afirmou Bento XVI, lembrando o fato de que os Países Baixos são uma das nações mais liberais do mundo.

Lá, desde 1976 a venda e consumo de pequenas quantidades de maconha e haxixe são legais, sendo feita em estabelecimentos comerciais específicos, chamados de "coffee shops". Além disso, o país legalizou a prostituição e foi o primeiro a instituir o casamento gay.

Considerando ainda o crescente fluxo de imigrantes que chegam à Itália, o Pontífice fez um apelo às autoridades dos Países Baixos para que "reconheçam um lugar para a religião na sociedade", apesar de boa parte de sua população se declarar agnóstica ou ateia.

O Papa também pediu apoio para as escolas confessionais (instituições de ensino vinculadas ou que pertencem a igrejas ou confissões religiosas), que têm a função de "contribuir para a compreensão recíproca e a coesão social, transmitindo os valores radicados em uma visão transcendente da dignidade humana".

Ainda no encontro com a baronesa, Bento XVI fez alusão à crise econômica mundial, segundo ele conseqüência "de um exagerado individualismo que tende a favorecer a procura por vantagens pessoais a despeito do bem dos outros".

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