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22/10/2009 - 17h30

Para especialista, Mujica deve ser eleito presidente no Uruguai, mas no segundo turno

ANSA
MONTEVIDÉU, 22 OUT (ANSA) - A possibilidade de que José Mujica, candidato governista à presidência do Uruguai, vença as eleições ainda no primeiro turno, neste domingo, existe, "mas não é a mais provável", explicou o diretor da consultoria Fáctum, Oscar Bottinelli.

"Mujica pode ser eleito no primeiro turno, mas não é a coisa mais provável. Pode acontecer", disse ele. As últimas pesquisas da Fáctum dão a Mujica, membro da coalizão Frente Ampla, 46% das intenções de voto.

Seu principal adversário, o ex-presidente Luis Lacalle (1990-1995), do Partido Nacional, tem 29%. Os uruguaios irão às urnas no domingo para escolher o sucessor de Tabaré Vázquez, eleito em 2004 para ser o primeiro mandatário esquerdista do país.

O Uruguai não está distante de eleger um segundo líder da mesma linha, mas ainda restam dúvidas se Mujica vencerá os comícios agora ou se terá de esperar até 29 de novembro, data em que ocorrerá o segundo turno.

A apenas três dias da votação, os analistas são quase unânimes quanto à vitória da Frente Ampla, com Mujica e o ex-ministro da Economia Danilo Astori como vice. A maior parte deles também prevê, porém, que o triunfo será conquistado somente no segundo turno.

"Com maioria parlamentar, a Frente irá para o segundo turno sem chances de perder", opinou Bottinelli. Para ele, neste contexto, "a possibilidade de Lacalle se tornar presidente não existe, e só ocorreria se houvesse uma catástrofe".

Na mesma pesquisa da Fáctum, o Partido Colorado, cujo candidato é Pedro Bordaberry, tem 13% de respaldo, enquanto o Partido Independente, com Pablo Mieres, está com 3%. Cerca de 9% dos uruguaios ainda estão indecisos, votarão em branco ou nulo.

De acordo com a consultoria Cifra, Mujica está mais próximo de ser eleito no domingo, com 49% das intenções de voto, enquanto Lacalle tem 32%; Bordaberry, 14%; e Mieres, 2,5%.

A consultoria Radar, por outro lado, atribui 44,7% à Frente Ampla, 28,7% ao Partido Nacional, 13,9% ao Colorado e 3% ao Independente.

Quando questionado sobre como seria um governo da dupla formada por Mujica e Astori, Bottinelli respondeu que a nova gestão deverá acabar com a imagem, criada por Vázquez, de "presidente líder e senhor dos senhores".

"Será um governo a três: Mujica, Astori e Vázquez, com muita negociação interna e talvez sem tantas tensões como esta", ponderou o diretor da Fáctum.

Para vencer no primeiro turno, Mujica precisa superar mais de 50% dos votos válidos. No domingo também haverá eleição para o Legislativo e dois referendos.

Uma das consultas diz respeito ao Voto Epistolar, que autorizaria cidadãos que vivem fora do país a votar. A outra é sobre a revogação da Lei de Caducidade, que anistiou repressores da ditadura (1973-1985).

Em ambos "pode acontecer qualquer coisa", na opinião de Bottinelli. "A crença das pessoas é de que o voto no exterior seja aprovado, enquanto a Caducidade é mais difícil."

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