UOL Notícias Notícias
 

25/10/2009 - 21h59

Uruguai-Eleições: Lei de anistia deve ser mantida, prevê consultoria

ANSA
MONTEVIDÉU, 25 OUT (ANSA) - A consultoria Factum indicou, em um levantamento de boca-de-urna, que os uruguaios decidiram preservar a denominada Lei de Caducidade, que anistiou oficiais acusados por crimes de lesa-humanidade cometidos durante a ditadura que governou o país entre 1973 e 1985.

O dispositivo foi submetido neste domingo a um referendo, no qual os eleitores deviam dizer se concordavam com a sua anulação. A pesquisa da Factum aponta, no entanto, que somente 47,7% dos votantes apoiaram a derrubada da lei.

Como o índice não atinge a maioria absoluta, a tendência é de que a anistia seja mantida. A consulta de hoje foi promovida de maneira simultânea a eleições para presidente e para o Legislativo.

"O sim [favorável à anulação] está em 47,7%, o que indica que a Lei de Caducidade não seria anulada", disse o diretor da Factum, Oscar Botinelli.

Já no segundo referendo deste domingo, sobre a possibilidade de que os uruguaios residentes no exterior participem de eleições por correspondência a partir de 2014 -- o chamado Voto Epistolar -- a consultoria afirma que somente 38% dos consultados se mostraram favoráveis à proposta.

A votação sobre a Lei de Caducidade foi fruto de uma campanha levada adiante durante um ano e meio pela central de trabalhadores PIT-CNT e por organizações sociais e de defesa dos direitos humanos, que recolheram mais de 300 mil firmas em um abaixo-assinado.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    0,67
    3,136
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h21

    0,31
    75.990,41
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host