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03/11/2009 - 17h21

Quito expressa otimismo quanto a retomada de relações com Bogotá

ANSA
QUITO, 3 NOV (ANSA) - O ministro da Segurança do Equador, Miguel Carvajal, disse hoje estar otimista quanto ao processo de retomada das relações diplomáticas com a Colômbia, rompidas há mais de um ano e meio.

"Estamos otimistas com respeito às possibilidades de avanço", destacou Carvajal, segundo informações do portal Ecuador Inmediato. Para dar prosseguimento a este processo de reaproximação, ministros dos dois países se reúnem na tarde desta terça-feira em Cotachi, no Equador.

O encontro começou atrasado devido à demora na viagem da delegação de Bogotá, formada pelo chanceler Jaime Bermúdez e pelo ministro da Defesa, Gabriel Silva.

O Equador será representado pelos titulares das mesmas áreas, Fander Falconí e Javier Ponce, respectivamente, além de Carvajal.

Espionagem

Na sexta-feira, o próprio ministro da Segurança do Equador prometeu investigar denúncias que partiram de Caracas segundo as quais um amplo operativo do Departamento Administrativo de Segurança (DAS) da Colômbia mantinha espiões na Venezuela, em Cuba e no Equador.

O governo venezuelano reportou, na semana passada, a captura de três supostos agentes do órgão em seu território. O DAS responde diretamente ao presidente da Colômbia, Álvaro Uribe.

Paralelamente, delegações de Equador e Colômbia tentam restaurar os vínculos bilaterais, rompidos em março de 2008.

A decisão partiu de Quito depois que tropas do país vizinho bombardearam um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) situado em território equatoriano, matando 26 pessoas.

Outra polêmica que colocou em risco o diálogo bilateral está relacionada a dois pedidos de prisão emitidos por um juiz equatoriano para o ex-ministro da Defesa da Colômbia Juan Manuel Santos e o comandante das Forças Armadas deste país, o general Freddy Padilla de León.

Ambos são acusados de terem concebido o ataque aéreo ao acampamento, ocorrido no dia 1º de março de 2008.

A reaproximação teve início no fim de setembro, quando delegações dos dois países se reuniram em Nova York, durante a Assembleia Geral da ONU.

Posteriormente, houve um novo encontro em Ipiales, município colombiano localizado na região da fronteira. O diálogo é acompanhado pela Organização dos Estados Americanos (OEA).

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