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04/11/2009 - 15h49

Colômbia diz estar preocupada com violência na fronteira com a Venezuela

ANSA
BOGOTÁ, 4 NOV (ANSA) - O governo da Colômbia reiterou sua disposição para ajudar as autoridades da Venezuela a esclarecer o assassinato de nove cidadãos colombianos em seu território no mês passado.

Em um comunicado oficial, a Chancelaria de Bogotá informou que o presidente Álvaro Uribe "está disposto a cooperar plenamente com as investigações que forem feitas pela Justiça venezuelana para esclarecer responsabilidades e condenar os culpados".

No dia 11 de outubro, um time de futebol amador foi raptado por um grupo armado no estado venezuelano de Táchira, na área de fronteira com a Colômbia.

Posteriormente, foram encontrados os corpos: eram nove colombianos, um peruano e um venezuelano. Uma pessoa conseguiu fugir.

Em um primeiro momento, acreditava-se que as vítimas eram camelôs, mas Caracas alegou em seguida que se tratava de supostos paramilitares.

A polêmica bilateral se agravou no início da semana, depois que dois oficiais da Guarda Nacional venezuelana foram mortos a tiros por desconhecidos em Ureña, no noroeste do país, episódio que provocou o fechamento da faixa de fronteira entre Táchira e o departamento colombiano de Norte de Santander.

A Colômbia afirmou que considera "grave a situação de ordem pública" na Venezuela devido aos recentes assassinatos na fronteira. Além disso, destacou que sua postura é a de "combater com determinação todas as ações de criminalidade e terrorismo".

Na nota, Bogotá ainda criticou a hipótese levantada pela Venezuela de que os colombianos seriam paramilitares. "Pretendem sugerir que, por se tratar de supostos integrantes dos chamados grupos paramilitares, existiria algum tipo de justificativa", diz o texto.

Caracas sustenta a tese de que as mortes teriam sido motivadas por uma "vingança" entre paramilitares colombianos instalados na Venezuela.

"Diante do assassinato de qualquer cidadão, a ação do Estado deve ser de igual contundência. Trata-se de atores que tentam suplantar o Estado, terroristas, narcotraficantes ou milícias", afirma o comunicado do governo da Colômbia, país que tem mais de 2.000 quilômetros de fronteira com a Venezuela.

A diplomacia de Bogotá lembrou ainda que "a Justiça deve operar plenamente sem que haja espaços para preconceito político".

Em julho, após ser acusado de fornecer armas a guerrilheiros, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, congelou as relações com Bogotá. Também pesou para a decisão o novo acordo assinado pela Colômbia para ceder sete bases militares em seu território a oficiais norte-americanos.

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