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12/11/2009 - 18h23

Venezuela volta a negar convocação de guerra contra a Colômbia

ANSA
CARACAS, 12 NOV (ANSA) - A ministra venezuelana da Comunicação e Informação, Blanca Eekhout, ratificou hoje que o governo do país "não quer uma guerra" com a Colômbia, ao reforçar comentários do presidente Hugo Chávez, que negou ter convocado uma confrontação bélica.

"A Venezuela não quer guerra entre irmãos e não aceitará uma guerra fratricida, porque o Estado venezuelano sempre tem buscado mecanismos de diálogo e de encontro, como a única maneira em que pode funcionar a democracia", afirmou Eekhout.

Em entrevista coletiva, a ministra apontou que os meios de comunicação "mentem" e "descontextualizam" as palavras de Chávez ao apresentá-las como um chamado à guerra, quando, na realidade, o que ele fez foi uma convocação "à defesa da soberania".

"Não temos planos de guerra, o plano de guerra é montar bases militares" na Colômbia, opinou a ministra.

As tensões entre os dois países têm se intensificado nos últimos meses por causa do acordo militar firmado por Bogotá e Washington no dia 30 de outubro, que permite aos Estados Unidos enviem até 1.400 oficias para operarem em sete bases colombianas.

O governo venezuelano ainda considerou positiva a atitude da Colômbia de levar o tema para ser analisado na ONU, o que fora anunciado na última quarta-feira pela a representante permanente colombiana perante a ONU, Claudia Blum.

"Acreditamos que se houver negociações, estas devem estar dirigidas a limitar a instalação de bases militares. Todos os latino-americanos sabem que essas bases são uma ameaça para todo o continente", ressaltou Eekhout.

Na última terça-feira, Chávez desmentiu ter convocado uma guerra contra o país governado por Álvaro Uribe e também acusou a imprensa de ter manipulado suas palavras.

"Agora estão me acusando por todos os lados de que estou chamando à guerra. O que estou fazendo é chamando ao meu povo e aos soldados que nos preparemos mais para defender esta país da ameaça que significa a instalação de sete bases militares [norte-americanas] aqui mesmo, na Colômbia", defendeu-se o mandatário.

No domingo, em seu habitual programa Alô Presidente, Chávez alertou a população a se prepara "para a guerra". "Senhores oficiais, a melhor forma de evitar a guerra é preparando-se para ela", declarou na ocasião.

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