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19/11/2009 - 17h45

Zelaya promete impugnar eleições presidenciais de Honduras

ANSA
TEGUCIGALPA, 19 NOV (ANSA) - O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, reiterou hoje que pretende impugnar as eleições marcadas para 29 de novembro por considerá-las uma manobra do regime de facto para legitimar o golpe de Estado que o tirou do poder, no fim de junho.

"Este processo eleitoral de 29 de novembro, sem acordo político, é ilegal e violenta os direitos dos eleitores, porque oculta o golpe de Estado militar e o regime de facto que Honduras vive. É uma manobra eleitoral antidemocrática e repudiada pelos grandes setores da sociedade", ressaltou o mandatário em um comunicado.

O presidente legítimo de Honduras, que segue hospedado na Embaixada brasileira desde 21 de setembro, quando retornou de surpresa ao país, voltou a indicar que o Acordo Tegucigalpa/San José, assinado no dia 30 de outubro junto ao governante de facto, Roberto Micheletti, foi "violentado".

"Esse pacto foi declarado sem valor ou efeito pelas violações comprovadas do regime de facto", disse Zelaya.

O presidente destituído chamou a atenção para a demora do Congresso em tomar uma decisão sobre seu retorno à presidência, o que fora determinado pelo acordo.

Os parlamentares anunciaram, porém, que um parecer será divulgado somente no dia 2 de dezembro -- ou seja, após as eleições. Além disso, também fracassou a tentativa de formar um governo de unidade nacional, com representantes de ambas as partes.

"Como presidente de Honduras, manifesto que, sob estas condições, não respaldarei este processo e procederei de forma a impugná-lo legalmente, em nome de milhares de hondurenhos", afirmou.

Zelaya classificou o processo eleitoral como "uma vergonha histórica para Honduras e uma infâmia para os povos democráticos da América".

Segundo ele, o pleito "não goza de respaldo internacional, especialmente da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da ONU", e os Estados Unidos são o único país "que manifestaram sua posição com ambiguidade".

Em sua opinião, o mandatário a ser eleito em 29 de novembro "será fraco, submetido às elites, que poderão derrubá-lo". "Com isso, os pobres de Honduras são condenados", prosseguiu, já que nunca "se tomarão medidas a favor do povo".

A Coordenação Nacional de Resistência Popular seguiu as declarações de Zelaya e convocou todas as organizações populares a desconhecer os comícios de 29 de novembro e respaldar a greve cívica nacional chamada pela Frente Nacional de Resistência Contra o Golpe de Estado para a próxima semana.

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