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20/11/2009 - 16h44

Secretário do PT vê belicismo de Israel como principal entrave à paz no Oriente Médio

ANSA
BRASÍLIA, 20 NOV (ANSA) - O secretário de relações internacionais do PT, Valter Pomar, criticou a "atitude belicista" do governo de Israel, que em sua opinião é um dos fatores que mais prejudica os esforços de paz no Oriente Médio.

Em declarações à ANSA, Pomar comentou a visita que o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, faz ao Brasil nesta sexta-feira. Ele foi recebido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Salvador, na Bahia.

Para o secretário do PT, mais do que as visitas de Mahmoud Abbas e Shimon Peres, presidente de Israel que também veio ao Brasil na semana passada, é "o conjunto da obra" da política externa do governo Lula que "credencia o país, junto a outras nações, como possível participante de uma mediação" do conflito no Oriente Médio.

Hoje, o próprio presidente ofereceu a Abbas a contribuição "política" do Brasil para um diálogo que busque a paz na região. Além disso, defendeu a inclusão de mais países neste processo.

"Enquanto só os Estados Unidos estiverem negociando, não haverá paz", afirmou. "Quem deveria estar à frente do processo é a ONU, e não os Estados Unidos, que são um dos responsáveis pela crise. Por isso, o Brasil reivindica mudanças na ONU, para que ela seja representativa de 2010, e não de 1948, quando foi criada, porque a geopolítica do mundo mudou", prosseguiu.

Belicismo

Questionado sobre os fatores que dificultam a resolução do impasse entre israelenses e palestinos, Pomar mencionou a "atuação belicista" do Estado judeu.

"O fator que decisivamente prejudica a paz é a ocupação ilegal de territórios, a continuidade e a expansão dos assentamentos em territórios ocupados, o muro [erguido por Israel na Cisjordânia], a retórica e a prática do atual governo de Israel", opinou ele.

Também hoje, Lula pediu a Tel Aviv que congele "imediatamente" os assentamentos na Cisjordânia e respeite os limites de fronteira com os territórios palestinos.

"A paz justa e duradoura depende de um Estado palestino coeso e próspero. A comunidade internacional não pode se conformar com menos que isso", afirmou o mandatário.

Após visitar Salvador, Abbas deve ir ao Rio Grande do Sul, onde está a maior comunidade palestina do Brasil. Depois, viaja à Argentina.

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