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22/11/2009 - 16h34

Venezuela nega crise com a Colômbia e insiste em levar acordo militar à Unasul

ANSA
CARACAS, 22 NOV (ANSA) - O vice-chanceler da Venezuela, Francisco Arias Cárdenas, reiterou hoje que não existe uma crise entre seu país e a Colômbia, mas discussões sobre a cessão de bases militares no vizinho a oficiais norte-americanos, o que segundo ele deve ser tratado pela União das Nações Sul-Americanas (Unasul).

Em uma entrevista ao canal de TV Televen, o responsável da diplomacia de Caracas para a América Latina e o Caribe ponderou que o acordo assinado pela Colômbia para ceder bases militares aos Estados Unidos "atenta contra o processo de integração regional".

"Existe um problema entre Colômbia e América do Sul. Há um problema entre a oligarquia colombiana e as mudanças que estão ocorrendo na região. Desta maneira, a mediação entre Colômbia e Venezuela é desnecessária, porque [o debate] deve se dar no âmbito da Unasul", explicou.

"Quando o governo do presidente [da Colômbia] Álvaro Uribe disser 'não' às bases e 'sim' aos processos de integração, as coisas se normalizarão", complementou.

Segundo Cárdenas, é o Departamento de Estado norte-americano que deseja reforçar a tese de que Caracas e Bogotá vivem um conflito diplomático. O vice-chanceler ressaltou que a Venezuela apenas "mantém uma postura de princípios e razões" ante a questão das bases.

Em julho, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou o congelamento das relações com a Colômbia após ser acusado de contrabandear lançadores de foguetes a guerrilheiros.

Também pesou para a decisão o pacto militar entre Bogotá e Washington, visto por Caracas como uma ameaça à sua soberania e à segurança do subcontinente.

Além disso, recentemente os dois governos voltaram a entrar em atrito devido a episódios de violência ocorridos em áreas de fronteira. A Venezuela argumenta ser vítima do conflito armado interno do país vizinho, enquanto a Colômbia alega que Caracas faz vista grossa à presença de guerrilheiros em seu território.

Ontem, o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, adiantou que seu país pedirá, durante a reunião do Conselho Sul-Americano de Defesa que ocorrerá em Quito na próxima semana, a definição de um plano de paz para a Colômbia.

"Vamos exigir que a América do Sul assuma um plano de paz para a Colômbia, para que se eliminem os motivos e causas pelas quais pretendem e irão instalar essas bases", ponderou o ministro.

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