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23/11/2009 - 08h48

Chanceler chileno minimiza incidente com o Peru por suposta espionagem

ANSA
SANTIAGO DO CHILE, 23 NOV (ANSA) - O ministro chileno das Relações Exteriores, Mariano Fernández, qualificou de "incidente menor" o suposto caso de espionagem que teria sido realizado pelo Chile contra o Peru, com auxílio de oficiais peruanos.

Em entrevista à rede chilena Televisión Nacional, o chanceler comentou que o acontecimento terminará como "um incidente menor" entre os dois países.

O ministro adotou a mesma posição do seu homólogo peruano, José Antonio García Belaúnde, ratificando que este assunto é bilateral e, portanto, não será levado a instâncias regionais, como a União das Nações Sul-Americanas (Unasul) e a Organização dos Estados Americanos (OEA).

Na última semana, no entanto, a Comissão de Relações Exteriores do Congresso do Peru aprovou uma declaração em repúdio às supostas espionagens. De acordo com o parlamentar e ex-chanceler peruano Luis González Posadas o texto seria enviado aos países-membros da Unasul e da OEA.

Fernández destacou também que, segundo Belaúnde, o presidente peruano, Alan García, demonstrou surpresa ao ser informado da prisão do suboficial da Força Aérea do Peru (FAP) Víctor Ariza Mendoza.

O militar foi detido em 30 de outubro sob acusação de trabalhar como espião durante os últimos cinco anos vendendo dados sigilosos ao Chile. Ele teria recebido entre US$5 mil e US$8 mil por mês pelas informações comercializadas, como detalhes sobre compras militares que seriam feitas pela Aeronáutica peruana até 2021.

Questionado sobre a diferença entre serviços de inteligência e de espionagem, o chanceler chileno explicou que a primeira atividade corresponde a tarefas que não interfere em assuntos internos de um país.

Fernández também destacou que o Chile só tomará alguma atitude, como investigações ou sanções, após as denúncias de espionagem serem apresentadas formalmente pelo Peru.

Na última semana, a Chancelaria peruana informou ter enviado ao governo vizinho a documentação que provaria os atos de espionagem. Junto à correspondência, também foi enviada uma nota de protesto e repúdio.

Os documentos e a nota foram entregues pelo embaixador Javier León Olavarría, que atua na área de Assuntos da América do Ministério das Relações do Peru, ao encarregado de negócios chileno em Lima, Andrés Barbé.

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