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25/11/2009 - 20h05

Governo boliviano cobra regularização de eleitores barrados por falta de documentos

ANSA
LA PAZ, 25 NOV (ANSA) - O governo boliviano pediu hoje à Corte Eleitoral que permita que as mais de 400 mil pessoas que ainda não conseguiram regularizar sua situação junto à entidade por falta de documentos participem dos comícios presidenciais marcados para 6 de dezembro.

Para o ministro da Defesa do país, Walker San Miguel, "seria um atentado" aos direitos constitucionais destes 400.671 bolivianos impedi-los de votar, como quer a oposição.

"O Poder Executivo tem a posição de que se deve respeitar o direito ao voto, porque os cidadãos que não falsificaram ou fraudaram nenhum documento têm direito a votar como estabelece a Constituição e as normas do direito internacional", declarou o ministro.

De acordo com a Corte Eleitoral, os bolivianos que estão "sob observação" podem regularizar sua situação até três dias antes do pleito.

"A Corte não pode colocar nada menos que 400 mil cidadãos em dúvida, transferindo a eles a solução de um problema" pelo quaela mesma é responsável, pois maneja o registro civil, explicou San Miguel.

"Exigimos que a Corte seja coerente com o povo que a permitiu gastar mais de US$ 50 milhões" na elaboração de um novo censo eleitoral, opinou o ministro da Defesa.

A oposição questiona os dados divulgados pela Corte Eleitoral, segundo os quais 5.138.583 bolivianos estavam inscritos para votar, número muito superior à expectativa desse organismo que era de, no máximo, 4 milhões de eleitores.

Para os opositores, esse crescimento é resultado de um programa de entrega gratuita de carteiras de identidade realizado pelo próprio governo e que teria tido apoio financeiro venezuelano.

A Corte Eleitoral, por meio de seu presidente, Antonio Costas, relacionou o aumento do número de eleitores ao crescimento vegetativo da população.

Para a analista política Jimena Costa, o aumento do número de eleitores nos 17 processos eleitorais dos últimos 26 anos "deve ter sido de 200 mil pessoas, e não de 1,2 milhão, como no atual".

O presidente Evo Morales é apontado pelas pesquisas como favorito para vencer o pleito de 6 de dezembro e, assim, conseguir a reeleição. Seu principal concorrente é Manfred Reyes Villa, do Plano Progresso da Bolívia.

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