UOL Notícias Notícias
 

26/11/2009 - 09h54

Caso Battisti: Chanceler diz que Itália não irá 'pressionar' Lula

ANSA
ROMA, 26 NOV (ANSA) - O ministro das Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, afirmou que o governo do seu país não fará "pressão" para interferir na decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o caso do ex-militante de esquerda Cesare Battisti.

"A Itália está fortemente convencida de que Battisti é um terrorista comum e que deve cumprir sua pena na Itália. Mas nós não faremos pressão sobre a decisão do presidente brasileiro", disse o chanceler.

Antes, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Itália, Maurizio Massari, afirmou que a Chancelaria esperava "com confiança" o pronunciamento do mandatário.

No último dia 18, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou por cinco votos a quatro a extradição do ex-ativista, que foi condenado na Itália por quatro assassinatos cometidos na década de 1970, quando era membro do grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC).

O STF também considerou que a decisão final sobre o regresso de Battisti a seu país deve ser tomada por Lula, que já adiantou que só anunciará seu parecer após receber o acórdão [decisão formal] do Supremo, o que é esperado apenas para o próximo ano.

Ontem, o líder do partido italiano Povo da Liberdade (PDL, no governo) no Senado, Maurizio Gasparri, lançou um abaixo-assinado para pedir ao mandatário brasileiro que acate o parecer da corte. A iniciativa já recebeu o apoio de diversos ministros e parlamentares do país.

Antes de chegar ao Brasil, onde foi beneficiado em janeiro passado pelo governo com o status de refugiado político, Battisti esteve na França e no México. Ele fugiu da Itália em 1981 e foi preso no Rio de Janeiro em 2007.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    -0,21
    3,129
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h35

    0,04
    76.004,15
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host