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26/11/2009 - 11h23

Itália diz que avaliará crise política de Honduras após as eleições de domingo

ANSA
ROMA, 26 NOV (ANSA) - O ministro italiano das Relações Exteriores, Franco Frattini, disse que a Itália irá se pronunciar sobre a crise política de Honduras após a realização das eleições presidenciais desse país, marcadas para o próximo domingo.

O pleito "deve ser livre e credível", destacou o chanceler, ao participar hoje da IV Conferência Itália-América Latina.

Frattini disse também que "não existe uma posição comum" da União Europeia (UE) sobre a tensão no país centro-americano, em crise desde o dia 28 de junho, quando o presidente constitucional, Manuel Zelaya, foi deposto por um golpe de Estado.

O chanceler lamentou ainda o "fracasso" do Acordo de Tegucigalpa-San José, assinado em 30 de outubro, que colocaria um fim ao impasse hondurenho.

O documento previa a apresentação de um governo de unidade com a participação de ambas partes envolvidas -- o mandatário deposto e o governante de facto, Roberto Micheletti --, ao mesmo tempo determinava que a restituição de Zelaya seria decidida pelo Congresso Nacional, com uma prévia análise da Suprema Corte de Justiça.

Zelaya anunciou o "fracasso" da iniciativa após Micheletti apresentar a formação de um gabinete sem consultá-lo.

A comunidade internacional havia declarado que não reconheceria as eleições hondurenhas caso Zelaya não reassumisse seu cargo antes do pleito. No entanto, alguns países, como os Estados Unidos, já anunciaram que concordarão com o resultado das urnas.

Para o próximo domingo, o regime de facto não descarta a ocorrência de atos de violência durante, motivo pelo qual 30 mil militares e policiais trabalharão pela segurança do evento.

Na madrugada da última quarta-feira, a Suprema Corte de Justiça de Honduras e o Canal 10 sofreram atentados à bomba, que não deixaram vítimas. Tanto a emissora quanto o tribunal são considerados favoráveis a Micheletti para os representantes da Frente Nacional de Resistência contra o Golpe de Estado.

Até o presidente de facto, que está afastado de suas funções em ocasião das eleições, comentou que teme sofrer algum tipo de agressão no momento em que for votar. Micheletti voltará ao cargo na próxima quarta-feira, mesmo dia em que o Congresso do país se pronunciará sobre uma possível devolução do posto de presidente a Manuel Zelaya, cujo mandato termina em janeiro de 2010.

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