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27/11/2009 - 14h47

Honduras: Imprensa diz que eleições dividiram a América

ANSA
TEGUCIGALPA, 27 NOV (ANSA) - A imprensa de Honduras ressaltou hoje que as eleições gerais do país, marcadas para o próximo domingo, estão dividindo a América em dois blocos. Um é formado pelos países que apoiam o pleito e, o outro, pelos que o repudiam.

De acordo com o jornal El Heraldo -- que é favorável à deposição do presidente hondurenho, Manuel Zelaya --, Estados Unidos, Peru, Panamá "e possivelmente a Colômbia" estão prontos para reconhecer o resultado das urnas.

Já a Organização dos Estados Americanos (OEA) e nações como o "Brasil, Argentina, Venezuela, Equador e Nicarágua advertiram que não reconhecerão as eleições". A publicação destacou que o governo de facto de Honduras, liderado por Roberto Micheletti, acusa o venezuelano Hugo Chávez de apoiar o suposto radicalismo de Zelaya, mas que foi "o Brasil que tomou a iniciativa de intervir" na realização do pleito.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já anunciou diversas vezes que não aceitará nenhum resultado sem o retorno de Zelaya, que foi destituído por um golpe de Estado em 28 de junho, e desde 21 de setembro está na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa.

O Brasil sugeriu o adiamento das eleições, atitude vista como "intervencionista" pelo governo de facto hondurenho.

El Heraldo, que estampou em sua capa um mapa para diferenciar os dois blocos, também pontuou que o Chile e o México estão "à espera de uma decisão oficial" antes de se manifestarem sobre a realização do pleito.

"Apesar da divisão da América Latina, os hondurenhos aparecem alinhados com a celebração das eleições, em sintonia com a vontade do governo de facto", comentou o jornal.

A publicação ainda exaltou que "as emissoras de televisão emitem constantemente programas instrutivos, com detalhes de como votar em 29 de novembro".

"Também se deve destacar a mobilização de soldados e reservistas para preservar a segurança durante o dia eleitoral, dentro da estratégia de incentivar o voto e reduzir o eventual impacto das abstenções, umas das últimas ferramentas dos seguidores de Zelaya para impugnar estes comícios", afirmou.

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