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29/11/2009 - 16h30

Primeiras horas de votação em Honduras transcorrem com tranquilidade

ANSA
TEGUCIGALPA, 29 NOV (ANSA) - As primeiras horas das controversas eleições hondurenhas, que acontecem hoje sob o governo de facto instaurado em 28 de junho, transcorreram sem graves incidentes, em meio a denúncias de agressões contra opositores ao regime golpista.

O Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) abriu as urnas oficialmente às 7h15 locais (11h15 no horário de Brasília). O órgão eleitoral voltou a pedir que a população compareça às urnas.

Por sua vez, o presidente deposto, Manuel Zelaya, que acompanha o pleito da Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde está hospedado desde o dia 21 de setembro, reiterou o seu pedido pelo boicote ao pleito, em entrevistas a veículos da imprensa.

O índice de abstenção será determinante para medir o apoio dos cidadãos ao golpe de Estado. Nas últimas votações, cerca de 45% dos eleitores não participaram.

A resposta ao mandatário destituído veio de Elvin Santos, candidato do Partido Liberal -- o mesmo de Zelaya e também do presidente de facto, Roberto Micheletti. "Saiam para votar, venham sem medo", disse ele em frente às câmeras.

O principal adversário de Santos e favorito nas pesquisas, Porfirio Lobo, do oposicionista Partido Nacional, que votou pela manhã, afirmou que o processo eleitoral "se desenvolve dentro da normalidade".

"Hoje, mais do que nunca é necessária uma mudança na nação", declarou Lobo.

Ao chegar em seu centro de votação, Micheletti -- que deixou o cargo nos últimos dias e pretende retornar na próxima semana -- declarou que "não há dinheiro, nem pessoa no mundo" que possa se impor "ao espírito do povo hondurenho".

Já a Frente Nacional de Resistência contra o Golpe de Estado denunciou, entre outros, a detenção e agressão de um homem que realizava uma manifestação com um alto-falante.

O manifestante foi detido sob a acusação de "crime eleitoral", informou uma advogada dos partidários de Zelaya em declarações à Rádio Globo.

Para garantir a realização das eleições, o governo golpista ordenou o envio de grande parte dos militares do país às operações de segurança, além de um contingente extra de 5.000 reservistas.

Policiais informaram, por sua vez, a apreensão de dinamites, manuais para a fabricação de explosivos caseiros e de "uma bandeira da Venezuela".

Sem reconhecimento de países da região -- como Brasil, Argentina, Chile, Venezuela e Bolívia --, mas com apoio de Estados Unidos, as eleições gerais de Honduras acontecem hoje até as 16h locais [20h de Brasília]. Além de presidente, os hondurenhos elegem 128 deputados e 298 prefeitos.

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