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30/11/2009 - 19h00

América Central condena golpe, mas sinaliza apoio a eleições hondurenhas

ANSA
ESTORIL, 30 NOV (ANSA) - O presidente da Costa Rica, Oscar Arias, reafirmou hoje que o resultado das eleições hondurenhas deste domingo deve ser reconhecido pela comunidade internacional caso fique comprovado que o pleito ocorreu de forma "transparente".

É o segundo apelo feito neste sentido por Arias, que mediou o diálogo entre o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, deposto em um golpe de Estado no dia 28 de junho, e o governo de facto que assumiu seu lugar.

Na sexta-feira, o costa-riquenho, que ganhou um Nobel da Paz em 1987, já havia defendido o processo eleitoral, coordenado pelo regime golpista.

"Não reconhecer o processo eleitoral e o futuro governo é causar muitos problemas ao povo hondurenho", declarou Arias hoje, durante a 19ª Cúpula Ibero-Americana, em Portugal.

Para ele, a validação das eleições dependerá da posição dos observadores que estiveram em Honduras, para que garantam a "transparência" nos resultados.

"Agora temos um novo ator, que é o presidente eleito, a quem temos de exigir" o diálogo e o processo em direção à "pacificação" de Honduras, opinou Arias, em referência a Porfirio Lobo, que de acordo com o Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) venceu a disputa.

"Sou o primeiro a lamentar que tenha ocorrido um golpe de Estado e sei que as eleições foram realizadas com um precedente nefasto. Por isso, não quero dizer que os comícios apagam o passado, mas hoje amanhecemos com uma nova realidade", disse o costa-riquenho.

Após o golpe de Estado de 28 de junho, que destituiu o presidente legítimo, Manuel Zelaya, e instaurou um regime de facto encabeçado por Roberto Micheletti, Arias tentou obter uma conciliação entre as partes por meio do Acordo de San José.

No entanto, o pacto, em uma nova versão, foi assinado somente no dia 30 de outubro, já com a intermediação dos Estados Unidos e sob o nome de Acordo Tegucigalpa-San José.

O governo de El Salvador, por sua vez, declarou que o processo eleitoral "abre um novo momento político em busca de alternativas para a crise" hondurenha.

Por meio de um comunicado distribuído pelo governo, o presidente Mauricio Funes, que também participa da 19ª Cúpula Ibero-Americana, lançou uma "enérgica condenação ao golpe de Estado do dia 28 de junho de 2009, que levou à ruptura da ordem constitucional".

No texto, o mandatário reitera "novamente seu não reconhecimento ao governo de facto do senhor Roberto Micheletti" e diz que as eleições de ontem se desenvolveram "em um clima de instabilidade institucional e com manifestações críticas de vários setores".

Ainda assim, acrescenta Funes, o processo eleitoral "abre um novo momento político na busca de alternativas para a crise".

Já o presidente da Guatemala, Álvaro Colom, adiantou que só reconhecerá o novo governo hondurenho se o presidente Zelaya for reconduzido ao cargo.

Colom felicitou Porfirio Lobo e ponderou que Honduras foi "um exemplo de participação cidadã, com o fim de reconstruir a democracia dentro de um processo complicado".

Para o mandatário guatemalteco, no entanto, um governo democrático "não pode nascer da convocatória de um governo fora da lei".

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