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01/12/2009 - 17h38

Candidato à reeleição, Evo Morales promete reforma judicial

ANSA
LA PAZ, 1 DEZ (ANSA) - O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou que, caso seja o vencedor das eleições marcadas para domingo, o que lhe daria um novo mandato, deverá promover uma reforma judicial.

Ao falar de suas expectativas para a votação, ele demonstrou estar muito confiante, pois crê que poderá obter até 70% das preferências do eleitorado.

Morales ainda se referiu aos problemas judiciais enfrentados por seu principal adversário na disputa, Manfred Reyes Villa, candidato do Plano Progresso da Bolívia (PPB), impedido de fazer campanha fora do país sob o risco de sofrer represálias legais.

A decisão, decretada no início do mês pela juíza Mirtha Montaño, diz respeito às acusações contra o opositor em razão de supostas irregularidades na construção de uma estrada e uma ponte no departamento [estado] de Cochabamba durante sua gestão como governador.

Em agosto de 2008, Reyes Villa perdeu o cargo após um referendo revogatório, em que os cidadãos também puderam decidir sobre a permanência de Morales no Executivo nacional.

Além dele, seu companheiro de chapa, Leopoldo Fernández, candidato a vice-presidente pelo PPB, também tem problemas com a justiça e está preso há 13 meses.

Ele é acusado de envolvimento nas mortes de 13 pessoas no departamento de Pando, então governado por ele, durante protestos ocorridos em setembro do ano passado.

Em outubro, uma decisão da Corte Nacional Eleitoral autorizou Fernández a fazer campanha de dentro da Penitenciária San Pedro, onde cumpre pena.

Eleições

Morales também comentou as eleições realizadas no domingo em Honduras e no Uruguai.

Por um lado, ele elogiou a vitória de José Mujica no segundo turno das eleições presidenciais uruguaias, mas reiterou que não reconhecerá o processo hondurenho.

O boliviano também salientou a interferência norte-americana em Honduras durante a crise política iniciada no dia 28 de junho, quando o presidente Manuel Zelaya foi deposto em um golpe de Estado.

Além de presidente, no domingo os bolivianos elegerão 36 senadores e 130 deputados para a Assembleia Plurinacional Legislativa, casa que substituirá o Congresso.

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