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02/12/2009 - 13h10

Bolívia-Eleições: Corte reabilita mais de 400 mil eleitores que estavam suspensos

ANSA
LA PAZ, 2 DEZ (ANSA) - A Corte Nacional Eleitoral da Bolívia (CNE) reabilitou as 400 mil pessoas que tiveram seu registro considerado irregular e haviam sido suspensas das eleições presidenciais e parlamentares do próximo domingo.Na última semana, a CNE anunciou que havia 400.671 eleitores "sob observação", pois a documentação exigida para o cadastramento no novo censo biométrico estava incompleta. Os bolivianos citados tinham um prazo de até três dias antes do pleito para que normalizassem sua situação.A questão causou tensão no país. Os bolivianos procuraram as cortes regionais para regularizar a inscrição eleitoral -- formando longas filas à frente das cortes departamentais, e o presidente Evo Morales acusou a Corte de tentar adiar a votação, sob o argumento de que seria necessária a regularização dos tais eleitores.A liberação foi divulgada ontem após uma reunião de urgência da CNE. Até o meio-dia desta terça-feira, o número de votantes irregulares caíra para 95.737 pessoas -- 10.885 foram reabilitados por terem nascido antes de 1940; e 294.049 após terem suas identidades comparadas com o Registro Civil.Os outros quase 100 mil foram regularizados por meio de uma "decisão excepcional" da CNE, segundo informou um artigo aprovado no encontro. Tais pessoas poderão votar no domingo, mas precisarão regularizar sua inscrição eleitoral para o pleito de abril de 2010, que elegerá governadores e prefeitos.A decisão foi bem recebida por partidários do Movimento ao Socialismo (MAS, no governo). "A democracia venceu, o Governo defendeu o direito democrático", disse o vice-presidente Álvaro García Linera.García Linera, que junto a Morales se candidata à reeleição, ainda lamentou as denúncias recentes, da oposição, que atacou o novo censo biométrico. Ele recordou também que foram os opositores que exigiram a implementação do novo registro como forma de aceitar as eleições.Já Germán Antelo, candidato parlamentar do partido oposicionista Plano Progresso da Bolívia (PPB), disse que a normalização é resultado de pressão governamental sobre o CNE.As eleições de domingo escolherão, além do próximo presidente boliviano, 36 senadores e 130 deputados que ocuparão a Assembleia Plurinacional Legislativa, casa que substituirá o atual Congresso.

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