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03/12/2009 - 20h15

Após veto a Zelaya, Micheletti critica Lula e Hugo Chávez

ANSA
TEGUCIGALPA, 3 DEZ (ANSA) - O presidente de facto de Honduras, Roberto Micheletti, disse hoje que os mais recentes episódios ocorridos no país -- as eleições realizadas no domingo e a não restituição de Manuel Zelaya, decidida pelo Congresso ontem -- são uma lição para alguns mandatários latino-americanos que continuam rejeitando seu governo.Micheletti, alçado ao poder pelo Legislativo após o golpe de Estado de 28 de junho, que derrubou o presidente eleito, Manuel Zelaya, citou nominalmente os governantes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, da Argentina, Cristina Kirchner, da Bolívia, Evo Morales, do Equador, Rafael Correa, e da Venezuela, Hugo Chávez."Demos a resposta a Chávez, como demos a Evo Morales, ao senhor Correa, e como estamos dando diariamente a dom Lula da Silva e à senhora Kirchner, que têm um ódio incrível contra nosso país, sem que tenhamos feito absolutamente nada mais que decidir nosso destino", disse.O presidente de facto criticou especialmente o governo venezuelano, que de acordo com ele "não favorece a população [do país] e não mudou nada para os pobres"."Acredito que esta é uma mensagem para todos os homens que tentam dominar um país por meio do dinheiro, da força ou do petróleo, como está fazendo Chávez, a quem Honduras disse: aqui, não mais. [Chávez] é um transtornado que não tem capacidade para vir impor absolutamente nada", afirmou Micheletti.Entre os últimos acontecimentos de Honduras, o líder do regime de facto citou as eleições presidenciais de domingo, vencidas por Porfirio Lobo, que considerou um "exemplo para o mundo inteiro de como os hondurenhos amadureceram em assuntos políticos e querem viver democraticamente, em paz e tranquilidade".Micheletti também pediu à comunidade internacional que reflita e restabeleça as relações com Honduras, "pois demos todos os passos para viver democraticamente, sem imposições de nenhuma natureza, nem de dentro nem de fora".No entanto, a condição estabelecida por parte da comunidade internacional para reatar os vínculos diplomáticos com o país centro-americano era a restituição de Zelaya antes das eleições, o que não ocorreu. Os Estados Unidos, por exemplo, respaldaram o pleito mesmo que o presidente eleito não tenha sido reconduzido ao cargo.Ontem, além disso, o Congresso hondurenho decidiu em votação que o mandatário de direito não deverá ser restituído para terminar seu mandato, que se encerrará no dia 27 de janeiro de 2010.Micheletti também se mostrou de acordo com o pedido feito por Lobo para a formação de um governo de unidade nacional, como fora estabelecido pelo Acordo Tegucigalpa-San José, assinado em 30 de outubro mas que depois foi considerado "letra morta" por Zelaya."Estou totalmente de acordo com ele, ainda que não seja sua competência fazer isso, mas nossa, como governo. Acredito que temos a obrigação de entregar a ele um governo em paz e tranquilidade. Espero que os revoltosos se acalmem, porque todos os órgãos do Estado já tomaram uma decisão e não voltarão atrás", declarou Micheletti.

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