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03/12/2009 - 19h38

Bancos privados venezuelanos negam temor ante advertência de Chávez

ANSA
CARACAS, 3 DEZ (ANSA) - O Conselho Bancário Nacional da Venezuela (CBN) negou hoje que as instituições privadas do setor estejam preocupadas com advertências feitas pelo presidente Hugo Chávez, de que poderia intervir "em todos os bancos" que não cumprissem com suas obrigações."Os bancos privados não têm temores. O que o presidente afirmou é que não tremeria a mão frente a um banco que não cumpra com as obrigações previstas na lei dos bancos. Ele estatizaria [o banco], e isso é certo", declarou o presidente do CBN, Victor Gil.Ontem, o presidente Chávez tentou acalmar a população e negou que o sistema bancário privado do país pudesse estar à beira de um colapso. Segundo ele, tais rumores poderiam desatar uma "corrida de saques", o que teria como objetivo derrubá-lo.No início desta semana, o governo venezuelano decidiu fechar quatro bancos que já estavam sob intervenção, dos quais dois acabaram liquidados.Os outros dois -- Confederado e Bolívar -- serão recuperados e incorporados ao sistema público, segundo informou hoje o presidente, que falou também em constituir um mercado bancário "socialista".As duas instituições, explicou ele, "reabilitadas no curto prazo, passarão ao sistema financeiro público para seguir fortalecendo o projeto socialista".Segundo Gil, "neste caso o governo atuou com base na Lei Geral dos Bancos, para assegurar e proteger os correntistas". Ele ressaltou, por outro lado, que de maneira geral "o sistema financeiro está cumprindo com suas obrigações em absoluta normalidade".Atualmente, mais de 70% do sistema bancário venezuelano está em mãos privadas. O Estado, porém, controla 25% do mercado.

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