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07/12/2009 - 20h25

Candidatos se pronunciam sobre assassinato de ex-presidente chileno

ANSA
SANTIAGO DO CHILE, 7 DEZ (ANSA) - Candidatos à presidência do Chile expressaram hoje solidariedade à família do ex-mandatário Eduardo Frei Montalva após o juiz Alejandro Madrid confirmar que ele foi assassinado em 1982.Eduardo Frei Ruiz-Tagle, filho do ex-governante, que esteve no poder entre 1964 e 1970, confessou que gostaria de dizer ao pai que "a verdade tem a sua hora e que, por fim, sua hora e sua verdade haviam chegado".Nesta segunda-feira, o juiz Alejandro Madrid confirmou que Montalva faleceu em decorrência de envenenamento. Os envolvidos são quatro médicos, um agente da polícia secreta do ditador Augusto Pinochet -- que assumiu a presidência após um golpe de Estado dado em 1973 -- e um motorista do ex-governante.Todos tiveram as prisões pedidas pelo juiz, responsável pelas investigações desde o ano 2000."Não acreditávamos que havia tanta crueldade e maldade no Chile, mas os fatos demonstraram que assim era. Evidentemente, há pessoas próximas do presidente Frei [envolvidas em seu assassinato]", lamentou o filho do ex-presidente, segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto para as eleições de domingo.Frei Ruiz-Tagle -- que também foi presidente, entre 1994 e 2000 -- afirmou ser contra a Lei da Anistia e disse esperar que "todos os processos continuem, para que as pessoas com familiares em situação similar possam saber exatamente o que aconteceu com eles".O opositor Sebastián Piñera, empresário que lidera as pesquisas para a sucessão da presidente Michelle Bachelet, pronunciou-se sobre o episódio e manifestou solidariedade aos familiares da vítima. Além disso, prometeu trabalhar em favor das investigações caso for eleito."A morte ainda não esclarecida do ex-presidente Frei Montalva é uma ferida aberta na alma nacional. Quero me solidarizar humanamente com os filhos e a família do presidente", declarou.Por sua vez, o deputado Marco Enríquez-Ominami, dissidente governista que lançou uma candidatura independente e ocupa o terceiro lugar na disputa, lembrou a morte de seu próprio pai, Miguel Enríquez, fundador do Movimento de Esquerda Revolucionária (MIR) assassinado em 1974 pela ditadura de Pinochet."Sei o que é perder um pai, conheço essa dor, com a qual convivo há 35 anos. Espero que a justiça esclareça" o caso, disse.O advogado da família do ex-mandatário, Alvaro Varela, afirmou ainda que mais pessoas poderão ser processadas por participação no crime."Estes seis são os primeiros processos. A investigação segue. Há antecedentes que não podem ser adiantados. Estou convencido de que virão novas resoluções e novos processos", assegurou.

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