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07/12/2009 - 15h18

Chile diz que responderá às denúncias de espionagem do Peru

ANSA
SANTIAGO DO CHILE, 7 DEZ (ANSA) - A presidente chilena, Michelle Bachelet, anunciou hoje que responderá "o quanto antes" ao governo do Peru a respeito da denúncia sobre uma suposta espionagem em favor do Chile, que teria sido realizada pelo suboficial da Força Aérea Peruana (FAP) Víctor Ariza Mendoza."Estamos estudando todos os elementos e vamos responder o quanto antes. O Chile sempre teve uma atitude de respeito e diálogo com todos os países, em especial com seus vizinhos. O melhor que pode acontecer para o Chile é ter uma relação democrática e respeitosa buscando o melhor para cada país", declarou Bachelet.De acordo com a imprensa peruana, Ariza Mendoza, preso no dia 31 de outubro, teria dito que desde 2004 recebia US$3 mil mensais de autoridades chilenas em troca dos segredos de Estado, o que é negado por Santiago."Se qualquer país tem uma preocupação e expõe formalmente algum problema, o Chile responde", indicou a presidente.O episódio da suposta espionagem aumentou a tensão entre Chile e Peru, que já possuem um processo no Tribunal Internacional de Justiça, em Haia, pela reconfiguração de seus limites marítimos.A presidente do Chile preferiu "não assumir nenhuma especulação a respeito" da denúncia poder ser uma estratégia do mandatário peruano, Alan García, para elevar sua popularidade, atualmente em baixa.A crise política em Honduras foi outro tema comentado hoje por Bachelet. Para ela, a restituição da democracia, através do retorno ao cargo do presidente legítimo, Manuel Zelaya, retirado do poder com o golpe de Estado de 28 de junho, "teria permitido que o povo hondurenho pudesse viver em melhores condições"."Foi muito lamentável o que ocorreu em Honduras. Primeiro, a perda da democracia e o golpe de Estado. Depois, a falta de cumprimento dos compromissos. É muito lamentável que Zelaya não tenha sido restituído, seria um gesto de generosidade política", analisou Bachelet.Depois de comparar o nível de miséria e pobreza em Honduras com o registrado no Haiti, a chilena disse que "o povo hondurenho está passando por um mau momento e teria sido um grande progresso o retorno à democracia" para que o país pudesse "reintegrar-se à Organização dos Estados Americanos (OEA) e permitir a normalização"."O fracasso em Honduras não é da OEA, é de todos. Temos que tentar fortalecer a OEA e reformar seus estatutos, o que já havia sido planejado na chegada de José Miguel Insulza" à secretaria-geral do organismo, recordou Bachelet.

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